15 de fevereiro de 2008, às 00h05min

Implantação bem-sucedida do Modelo de Gestão da Inovação na Organização

No contexto atual, se as empresas não inovassem, desapareceriam ao mesmo tempo em que o ciclo de vida de seus produtos se esgotasse.

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Por Cláudio Tomanini, Flöter&Schauff
 
No contexto atual, se as empresas não inovassem, desapareceriam ao mesmo tempo em que o ciclo de vida de seus produtos se esgotasse.

A inovação tem uma importância fundamental para as empresas, que ressaltam seu vínculo com a implantação de estratégias de crescimento. Em uma pesquisa recente, cerca de 95% dos executivos entrevistados concordaram que a inovação é importante e 5% relativamente importante e que crescer por meio dela é algo que, sem dúvida alguma, ocupa a mente dos líderes. Mas, se esse é o objetivo maior de toda empresa, e se esse é o foco de atuação do seu corpo diretivo, por que as empresas têm tanta dificuldade para inovar? Segundo o palestrante, professor de MBA da FGV e especialista em Marketing e Vendas, Cláudio Tomanini existem travas importantes que limitam a capacidade de Inovação.

“Vivemos em uma economia de consumo massivo paradoxal: em um ritmo acelerado e dentro de uma crescente diversidade, os produtos tendem cada vez mais a parecerem-se uns com os outros. Uma das travas é a crença de que a inovação depende exclusivamente do trabalho de determinados setores da empresa, como Marketing ou Pesquisa e Desenvolvimento, por exemplo. A ‘cultura’ da Inovação deve permear a Organização como um todo; e todos devem ter a consciência do valor da sua própria contribuição ao Processo”, explica Cláudio Tomanini.

Empresas e gestores se enganam quando concebem a inovação apenas como “um conjunto de boas práticas gerenciais e operacionais”. A gestão e o controle de todo o processo, desde a geração da idéia, passando pelo trabalho das equipes até a implementação, é um trabalho que requer determinadas habilidades plenamente desenvolvidas e uma intensa atenção e dedicação dos envolvidos (gestor e colaboradores). Uma grande falha das empresas tem sido não consignar para esta função recursos humanos e materiais em qualidade e quantidade adequadas.

Segundo Tomanini, outro erro é utilizá-la apenas como importante demanda só em épocas de crise. “Esse enfoque implica na inexistência de uma dinâmica permanente. A implantação de um Processo de Inovação definido e conhecido por toda a Organização exige um empenho significativo em termos de esforços para a mudança cultural e organizacional. Não pode ficar, de forma alguma, sujeita às variações dos ciclos econômicos. A inovação cultural interna tem que trazer em si mesma a competência para lidar com as mudanças exteriores”, completa.

São dois os pontos-chave, estratégicos, para a implantação bem-sucedida do Modelo de Gestão da Inovação na organização: a definição da Função Inovação como estratégica, crítica ou prioritária para a organização, e a adoção de critérios de valor, foco ou alvos, que embasem as definições de prioridades relativas à implementação de idéias e desenvolvimento de projetos.


Cláudio Tomanini é palestrante, consultor e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas, com mais de 20 anos de experiência nas áreas de vendas e marketing. Atuou em empresas como Johnson & Johnson, ADP Systems, Grupo Verdi e VR. Atualmente é sócio diretor da New Marketing, empresa de estratégias e resultados de mercado. Tomanini possui uma peculiar visão do mercado, criando novos conceitos e desenvolvendo soluções, utilizadas e adaptadas por diversas empresas e outros consultores. http://www.tomanini.blogspot.com/
 
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