12 de março de 2010, às 17h55min
Mais transparência e dificuldades para pequenas e médias empresas
A exemplo das grandes companhias, pequenas e médias empresas podem se adequar às normas internacionais de contabilidade
O IFRS para Pequenas e Médias Empresas, como vem sendo chamado, conta com 230 páginas, apenas 10% do original, destinado às grandes companhias. De acordo com Jairo da Rocha Soares, sócio-diretor da divisão de auditoria da Crowe Horwath RCS - sétima maior empresa de auditoria e consultoria do País -, a adoção não é obrigatória, mas pode trazer inúmeros benefícios às empresas.
"Os níveis de transparência serão substancialmente maiores, pois os balanços tornarão pública a real saúde financeira e patrimonial das empresas", acredita Soares. "A conversão para as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros permitirá também às pequenas e médias empresas a oportunidade de remodelar os negócios com índices reais de desempenho", complementa.
Soares explica que na realidade atual os balanços são apenas fiscais, portanto não mostram a realidade financeira da empresa para o mercado. "Com a elaboração de um balanço societário e passando por uma auditoria, os empresários já vão criando uma cultura de transparência e de governança, o primeiro passo para um crescimento sustentável", ressalta. "Um balanço dentro dessas regras valida a transparência da companhia, o que hoje é instrumento importantíssimo na busca de parceiros e de crédito", acredita.
No entanto, Soares prevê dificuldades para os contadores brasileiros. Na opinião do auditor, tais regras envolvem um universo representativo de empresas, cerca de 90% das companhias brasileiras. "Os profissionais precisam se preparar, pois embora as regras tenham sido simplificadas, ainda são bem diferentes das que o País estava acostumado. Este é, sem dúvida, o maior desafio para o mundo empresarial em 2010", conclui.
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