08 de fevereiro de 2010, às 11h42min

Não medicamentos estão liberados nas farmácias brasileiras

Decisões judiciais anulam efeitos da resolução da Anvisa, atingindo todas as farmácias do País

Tamanho do texto:
Assessoria
 
Compartilhar
Praticamente todas as farmácias e drogarias do Brasil estão livres para comercializar produtos de conveniência e manter ao alcance do cliente os medicamentos isentos de prescrição - aqueles que não precisam de receita. Com isso, a Justiça suspende os efeitos da RDC 44 e das Instruções Normativas 09 e 10 da Anvisa, que vigorariam a partir do dia 18 de fevereiro.

Diversas decisões judiciais já alcançam todas as farmácias. A primeira delas foi da 5ª Vara Federal em Brasília, em outubro de 2009, e abrangeu os 3 mil estabelecimentos ligados à Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias - que reúne as 28 maiores redes do País, responsáveis pela venda de 40% de todos os medicamentos fabricados no Brasil.

Em seguida veio a decisão da 21ª Vara Federal, proferida em janeiro também em Brasília, atendendo aos afiliados à ABCFarma - Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, o que inclui todos os sindicatos locais. A sentença beneficia quase 60 mil farmácias em todo o território nacional.

Há ainda um Agravo de Instrumento perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF - 3ª Região), que concedeu liminar favorável à Febrafar - Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias - contemplando 3 mil estabelecimentos. Outras decisões anularam os atos da Anvisa em prol de entidades como a Associação das Redes Independentes de Farmácias (Assifarma) e o Sincofago - Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de Goiás.

"Em todos os casos, o entendimento é um só. A Anvisa não tem competência para baixar tais determinações. Ela é uma autarquia federal e não tem poder de legislar. Nenhuma lei proíbe farmácias de vender produtos de conveniência no País", afirma Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma.

Mesmo que a RDC 44 e as Instruções Normativas fossem consideradas legais, haveria outro problema. Existem no Brasil 18 leis que autorizam itens de conveniência e assemelhados e, segundo a Constituição, são superiores a Portarias, Resoluções ou Atos Inferiores. "Evitamos um retrocesso no mercado, que restringiria o acesso da população a produtos de saúde e bem-estar. Estamos falando de um modelo de farmácia já consagrado na Europa e nos Estados Unidos. Por que este sistema não poderia funcionar no Brasil?", opina Barreto.
 

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Assuntos
Gostou?
 
Deixe seu comentário

Baixe gratuitamente o app da Revista AdministradoresE tenha acesso às edições da revista. Disponível para iPad, iPhone e iPod Touch.
Últimos comentários
Thyago Lucca 3 hora(s) atrás em
Fox anuncia fim do seriado House
 
nao queria q isso fosse verdade nao acabei de ver o ep 11 da oitava temporada e simplismente de mais...
Edjanenoi 7 hora(s) atrás em
Cantor Wando morre aos 66 anos
 
que Deus comforte o coração dos seus familiares,meus sentimento
 
excelente proposta a do artigo, bem como os seus esclarecimentos. é justamente essa a questão que vi...
Informativos
Receba nosso informativo em seu e-mail.


Enquete
A empatia com o chefe e a equipe é um fator determinante para você realizar bem seu trabalho?
Sim, pois dessa forma trabalho mais motivado (a)
Não, pois faço meu trabalho de forma independente

Indicadores
Câmbio
PapelCompraVenda
Dólar ComercialR$ 1,72R$ 1,72
Dólar Paralelo SPR$ 1,66R$ 1,83
Dólar Turismo SPR$ 1,66R$ 1,83
EuroR$ 2,28R$ 2,28
Bolsa de valores
BolsaVariaçãoFechamento
Bovespa-0.1365917.00
Dow Jones+0.0412883.95
Nasdaq+0.402904.08
Fonte: