23 de abril de 2007, às 09h00min
O barato que sai caro: pirataria impede geração de emprego e traz prejuízos
O Brasil está entre os dez países onde o de produtos piratas é maior. De acordo com a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o País precisa se conscientizar dos pontos negativos de se consumir um produto pirata, que vai desde ao prejuízo no próprio bolso, à falta de emprego e informalidade.
De acordo com a Agência Senado, a prática na indústria audiovisual movimenta anualmente US$ 110 milhões no País. A estimativa é do vice-presidente da Motion Picture Association (MPA), Steve Solot, que esteve reunido nesta semana com a parlamentar para discutir tópicos de audiência pública que será realizada sobre a prática ilegal.
Acesso a um clique de distância
O vice-presidente da MPA acredita que o setor audiovisual vive em um momento de transição, pois com a Internet o acesso (muitas vezes ilegal) a músicas e filmes fica mais próximo das pessoas. Ele aproveita então para ressaltar a necessidade de um legislação do setor, a exemplo de lei que concede benefícios fiscais na produção, exibição e distribuição de cinema.
Para inibir o consumo de produtos piratas, Solot acredita na criação da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), resultado da fusão da Associação de defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) e a Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (Apedif), que já agiam no combate à venda ilegal de filmes e músicas.
Preço
Estudo feito com 500 consumidores da cidade de São Paulo e divulgado no final do mês passado pelo Provar - Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração (FIA) -, mostra que 91,7% dos entrevistados afirmam que o preço é a principal motivação para a compra de falsificações.
"Embora o consumo responsável seja visto como um ato de escolha e de cidadania, e a cada dia mais os consumidores estejam atentos às atitudes das empresas, o mesmo critério não é referência quando o consumidor se vê diante de seu próprio ato de comprar", explicou De Angelo.
Segundo o Ministério da Justiça, a cada ano, cerca de R$ 30 bilhões deixam de ser arrecadados em impostos, em razão da pirataria.
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