19 de junho de 2008, às 00h02min
O currículo vitae já era
Para trabalhar com estratégia é necessário ter em mãos as ferramentas mais modernas de gestão, além da informação.
Dessa forma, Marco Vianna propõe que todos rasguem os seus currículos. “Não interessa saber o que você fez há três ou quatro anos. Não existe mais currículo vitae, mas sim currículo anni”, comenta. Segundo o palestrante não dá para pensar em estratégia sem ter as competências e atitudes exigidas para aquele momento.
Outra barreira no planejamento estratégico é a quebra de paradigmas. Para o consultor, é muito difícil que as pessoas quebrem conceitos arraigados nas corporações (mas já obsoletos) em favor de ações modernas e competitivas. “Tem muita coisa do passado que acaba atrapalhando o futuro”, comenta. As universidades teriam papel fundamental nesse processo de reciclagem.
Isso porque o curso de Administração, no atual cenário, deve ser o mais generalista possível, pois “quem busca a especialização vai acabar sabendo muito de pouco”. Vianna salienta que o resumo da graduação deveria ser matéria obrigatória nos currículos de outros cursos, visto que praticamente tudo envolve gestão. Além disso, o professor tem papel cada vez mais importante na formação do aluno. “O grande mestre não é aquele que ensina, mas o que inspira”, afirma.
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