07 de dezembro de 2007, às 12h32min

Por que Planejar?

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Por Edison Cunha
 
Um grande número de dirigentes de empresas tem tentado, de forma agressiva, transformar suas organizações. O principal objetivo é melhorar a performance operacional, promovendo uma reestruturação dos modelos de gestão e investindo na capacitação do capital humano. 

A realidade tem demonstrado que o esforço empreendido no nível estratégico de decisão nem sempre se propaga no nível tático. Se questionarmos os gerentes de uma empresa sobre o conteúdo que um planejamento estratégico deveria ter, provavelmente teríamos respostas bem diversas. Aqueles ligados à área financeira colocariam a necessidade de se criar indicadores financeiros para monitorar as operações. A área operacional centraria o foco sobre programas de melhoria da qualidade e produtividade, enquanto o marketing direcionaria seus esforços para focar o mercado.

Na verdade, cada qual estará abordando, de forma isolada, os aspectos que mais influenciam suas áreas de atuação. Entretanto, nenhum deles alinhou suas necessidades com a visão estratégica da direção, caminhando de forma dissociada com objetivos individualizados.

A forma de se fazer negócios está em constante mutação, mas nem sempre existe a percepção destas mudanças. Cabe aos líderes conduzir o processo de planejamento nas organizações para desenvolver um senso de direção sobre os rumos que se pretende dar aos negócios. A elaboração de um planejamento não segue uma fórmula universal única, nem um roteiro específico. Depende basicamente de se agregar informações relevantes sobre o mercado de atuação, suas tendências, prováveis cenários, riscos envolvidos e oportunidades, aliado a um conhecimento intrínseco sobre que competências que a empresa precisará desenvolver para competir neste mercado. 

Há também as questões do cenário externo. Toda empresa lida de algum modo com a incerteza. Porém, normalmente, não é abordada de forma adequada na formulação da estratégia. É comum se planejar o futuro como uma projeção do passado acrescido de uma dose de previsibilidade. Via de regra, se subestima a probabilidade de mudanças radicais que podem alterar a vantagem competitiva de uma empresa. Os cenários empregados no planejamento estratégico relacionam-se a fatores macroeconômicos e políticos e objetivam antever incertezas importantes que podem alterar a forma de competir. 

Enquanto isso, o cenário interno oferece uma outra fonte de informação importante está relacionada com as competências internas da organização, em particular pessoas, experiências, tecnologia. Qual será a resposta que a organização dará numa provável mudança de rumos? Neste caso, o conhecimento sobre as competências essenciais e os gaps existentes entre o modelo atual de gestão e o modelo futuro, dirão qual a necessidade de intervenção a ser efetuada para desenvolver as habilidades requeridas para competir no mercado.

As recompensas que advém de uma reflexão estratégica são inúmeras e as empresas que não se sentem preparadas para conduzir este processo, tem buscado apoio na consultoria para atuar como facilitadora, provedora de metodologias e integradora das idéias que fluem durante todo este exercício.


*Edison Cunha, é especialista em gestão empresarial e diretor de operações da Trevisan Consultoria.
 
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