Chorando e com uma marca vermelha no rosto, a menina procurou a direção da escola, que entrou em contato com sua mãe. Depois de a mãe da criança chegar à escola com sua patroa, a advogada Consuelo de Freitas, o caso seguiu para a 37ª DP (Ilha do Governador).
"Durante depoimento, o professor admitiu que jogou o apagador na menina porque ela não parava de falar. Ele disse que não tinha intenção de agredi-la, já que o apagador é leve. E, que queria apenas dar um susto na aluna e em seus colegas", afirmou à Folha Online a delegada titular da 37ª DP (Ilha do Governador), Renata Teixeira de Assis.
A menina, que cursa o sexto ano, disse à polícia que o professor lecionava ciências, disciplina que normalmente é dada por sua mulher, que havia faltado.
Segundo a advogada da família da menina, ela está com medo de voltar à escola e recebeu atendimento psicológico nesta quinta-feira. "O professor já foi autuado pelo artigo 232 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e pode pegar até dois anos de prisão. Mas, ele vai responder em liberdade", afirmou a delegada. O artigo prevê punição para quem "submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento".
Inaceitável
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação considerou a atitude do professor "inaceitável".
"A Coordenadoria de Educação da região já instaurou uma sindicância para apurar os fatos, com prazo de 60 dias para conclusão. Ao final do processo, caso seja comprovada uma conduta inadequada do professor, todas as medidas cabíveis serão tomadas pela Secretaria Municipal de Educação", informou a secretaria.