02 de agosto de 2008, às 11h00min
Profissional "sabe-tudo" nunca está errado e incomoda a equipe
Já na opinião do sócio-diretor da LCZ Consultoria e Desenvolvimento, Luis Felipe Cortoni, esse tipo de comportamento está muito mais ligado à personalidade do indivíduo. Ele classifica os profissionais "sabe-tudo" em dois tipos.
O primeiro é o narciso, que, obcecado por suas próprias idéias e opiniões, demonstra um tipo de negação com relação ao outro. Muitas vezes, pessoas com este perfil conseguem chegar a posições de liderança.
O segundo é o que deseja passar a impressão de estar sempre certo porque sente necessidade de afirmação. "Ao contrário do narciso, ele usa isso como um mecanismo de defesa. Para este tipo de pessoa, é importante manter sua posição".
Atitude prejudica empresa e equipe
Segundo Marisa, no dia-a-dia, esse profissional inflexível age como se soubesse mais do que os outros e não precisasse de treinamentos ou melhorias. "São completamente engessados e derrotistas, não conseguem resolver os problemas de forma assertiva, acham que nada está bom e nem gostam de pensar em mudanças", diz ela.
Com o tempo, a tendência é que a equipe se afaste e desista do confronto com o colega que nunca está errado. Dessa forma, quando um assunto é debatido, as pessoas acatam a opinião do "sabe-tudo". "Quem é persuasivo ao extremo gera um mecanismo de defesa no outro. Ninguém se mantém disposto a discutir todo dia, então, simplesmente, deixa pra lá", explica Cortoni.
"O inflexível não deixa a empresa crescer e acaba por desmotivar os demais colaboradores, que, muitas vezes, buscam outras colocações no mercado, por não conseguirem ascensão profissional na empresa", afirma a gerente da Manager.
Efeito contrário
Para o "sabe-tudo", o efeito é justamente o contrário do que se pretende: ele perde a credibilidade e desgasta as relações. Marisa lembra ainda que empresa e gestor enxergam profissionais assim como descartáveis. "Eles até têm a impressão de que são insubstituíveis, mas não são", garante ela.
Pode ser que suas atitudes tenham fundamento na insatisfação com relação à empresa. A questão é que é importante aprender a assumir os próprios erros e estar de acordo com o que a maioria das organizações preza hoje: cooperação e trabalho em equipe.
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