23 de outubro de 2008, às 00h07min

Varejistas precisam se precaver durante o verão para não perderem lucratividade

Com a chegada do verão, alguns produtos ganham destaque no faturamento do varejo. O protetor solar e o bronzeador, por exemplo, cresceram 6,9% em volume de vendas entre 2006 e 2007, de acordo com o estudo da Nielsen.

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Por Pollyanna Melo, www.administradores.com.br
 
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Com a chegada do verão, alguns produtos ganham destaque no faturamento do varejo. O protetor solar e o bronzeador, por exemplo, cresceram 6,9% em volume de vendas entre 2006 e 2007, de acordo com o estudo da Nielsen. Outros itens, como óculos de sol, roupas de praia, máquinas fotográficas, tênis e bijouterias também têm maior procura no período mais quente do ano.

Uma excelente oportunidade para os varejistas, mas também um momento de riscos, pois os produtos mais procurados são, também, os mais furtados. Para exemplificar, a pesquisa do Programa de Administração de Varejo - Provar/USP, realizada em parceria com a Nielsen, mostrou que o furto (interno e externo) é responsável por quase 40% das perdas no varejo.

“Os índices de furto crescem significativamente nesta época, principalmente pelo aumento de fluxo de clientes na loja, pelas campanhas promocionais estimulantes e pelo descuido gerado pelo movimento”, afirma Luiz Fernando Sambugaro, diretor de marketing da Gateway Security, empresa especializada em soluções para proteção eletrônica de mercadorias no varejo.

Os produtos de alto risco, conhecidos no varejo como PAR, merecem atenção especial, pois são caros, fáceis de roubar e fáceis de revender. “Esses itens são, normalmente, monitorados com maior cuidado, mas é preciso ter atenção sempre, pois o ladrão muda de produto, migrando para outros não protegidos”, alerta Sambugaro.

Em períodos de maior circulação na loja, as soluções eletrônicas de segurança permitem que a atenção do vendedor esteja totalmente voltada para o consumidor e os produtos possam ficar expostos no auto-serviço. “As recomendações para evitar o confinamento de itens de alto risco são, por exemplo, etiquetas adesivas, cadeados eletrônicos e protetores acrílicos, além de soluções desenvolvidas sob medida”, diz Sambugaro. Mesmo quem já possui um sistema de segurança precisa tomar alguns cuidados. É importante aumentar o índice de produtos protegidos e cuidar não apenas do produto exposto, mas também do estoque.
 

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