04 de outubro de 2010, às 13h19min

Desafio de motivar a criação de novas tecnologias para o país

O Brasil está no 13ª lugar no ranking mundial de publicação de artigos científicos – pouco mais de 2% da produção mundial

Tamanho do texto:
Por Carolina Pimentel, Agência Brasil
 
Compartilhar

 A produção científica e tecnológica é um importante indicador de como vai o desenvolvimento de um país e motivar ainda mais o setor é um dos desafios para o próximo presidente da República. Atualmente, o Brasil encontra-se em uma situação melhor do que há algumas décadas, porém continua atrás de países emergentes e desenvolvidos. Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lideramos a produção nas Américas e no Caribe e somos o único país da região a investir mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor.

 

O Brasil está no 13ª lugar no ranking mundial de publicação de artigos científicos – pouco mais de 2% da produção mundial. O país fica atrás de nações como Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Finlândia. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , divulgada em setembro, a maioria do investimento no setor é pública. Em 2008, 54% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento, equivalente a R$ 17,68 bilhões, foram públicos e R$ 15,09 bilhões vieram da iniciativa privada. Dos recursos públicos, R$ 12,07 bilhões foram de órgãos federais e R$ 5,61 bilhões de estaduais.

 

O número de mestres e doutores em um país é outro indicador sobre os investimentos em ciência e tecnologia. Um levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), deste ano, constatou que 586 mil brasileiros tinham título de mestre ou doutor em 2008, sendo cerca de 132 mil doutores – equivalente a 1,4 por mil habitantes na faixa etária de 25 a 64 anos. A proporção fica abaixo de países que estão no topo da produção de ciência e tecnologia, como, por exemplo, a Suíça que tinha 23 doutores por grupo de mil habitantes de 25 a 64 anos de idade, em 2003.

 

As ciências da saúde e humanas concentram a maior parte dos doutores brasileiros, ultrapassando as tradicionais áreas de exatas, terra e engenharias, segundo a pesquisa do CGEE. As instituições do Sudeste são as que mais formam doutores – 106 vezes mais em comparação às da Região Nordeste. O estudo revela que as entidades de educação são as principais empregadoras dos profissionais doutorados. De cada dez doutores, titulados até 2006, oito trabalhavam com educação e um na administração pública.

Em 2009, foram concedidas 70.601 bolsas de pesquisa, sendo 66.824 no Brasil e 3.777 no exterior, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. 

 

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.

Saiba mais

Assuntos
Gostou?
 
Deixe seu comentário

Baixe gratuitamente o app da Revista AdministradoresE tenha acesso às edições da revista. Disponível para iPad, iPhone e iPod Touch.
Últimos comentários
 
  Caros senhores, bom tarde a todos,   Com o devido respeito, discordo da opinião emitida pelo autor...
 
isso não resolve porque nos dias de medição a empresa sabe e proibe os operadores de tirar pausa par...
Elizangelasouza 17 hora(s) atrás em
Novas estratégias para novos comportamentos
 
Um artigo de grande relevância para àqueles que acreditam que a mola mestre de toda ação perpassa po...
Informativos
Receba nosso informativo em seu e-mail.


Enquete
Você, estudante de Administração, pretende seguir qual caminho ao concluir o curso?
Prestar concurso público
Abrir seu próprio negócio
Trabalhar para empresas privadas
Seguir carreira acadêmica
Outros

Indicadores
Câmbio
PapelCompraVenda
Dólar ComercialR$ 1,99R$ 2,00
Dólar Paralelo SPR$ 1,91R$ 2,14
Dólar Turismo SPR$ 1,91R$ 2,14
EuroR$ 2,49R$ 2,49
Bolsa de valores
BolsaVariaçãoFechamento
Bovespa+0.7454063.00
Dow Jones-0.6012454.83
Nasdaq-0.072839.38
Fonte: