04 de junho de 2007, às 17h29min

Evolução da Indústria Automobilística Brasileira

Por Antonio Honorato
 
A alta demanda do pós Segunda Guerra Mundial e a falta de concorrência faziam com que as empresas americanas vendessem praticamente tudo aquilo que fabricavam. Nesse ambiente, a área de operações tinha como função principal produzir grandes quantidades de produtos padronizados a um custo mínimo. Até a década de noventa, a indústria automobilística nacional permaneceu praticamente estagnada, onde quatro grandes montadoras dominavam o setor.
A partir daí, sob o impacto da abertura do mercado, que a indústria automobilística brasileira se viu pressionada com a entrada dos concorrentes estrangeiros.
Observou-se então uma forte concentração de esforços no intuito de melhorar a qualidade do automóvel fabricado no país. Essa indústria procurou adequar-se ao padrão de eficiência e qualidade estabelecido pelas empresas japonesas do setor. Técnicas industriais japonesas foram incorporadas ao dia-a-dia das empresas brasileiras. A “produção enxuta”, incluindo todos os instrumentos e técnicas a ele associado, como o just in time, trabalho em equipe, qualidade total (TQM) e certificações segundo normas internacionais de qualidade passaram a fazer parte do cotidiano destas empresas. O ambiente de intensa competitividade obrigou a indústria automobilística brasileira a se reestruturar.
Para acelerar este processo de reestruturação muitas empresas iniciaram programas de terceirização, downsizing e management-by-out (subcontratação de serviços de ex-funcionários), entre outros. Uma das principais razões, apontada por Amato (1995), para a adoção desta nova estratégia de desverticalização foi à busca pela flexibilidade, tanto na esfera operacional/produtiva, quanto na gerencial/administrativa. Assim, as montadoras caminhavam um novo modelo operacional partindo para uma estrutura mais horizontalizada.
 
http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/evolucao-da-industria-automobilistica-brasileira/265/