Gestão ambiental doméstica
Resenha crítica do capítulo 12- Gestão Ambiental Doméstica do livro Gestão Ambiental e Sustentabilidade- de autoria do Professor Luís Felipe Nascimento, necessária à cadeira de Seminário Temático VI do Curso de Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná- UFPR.
Em 2003, a Organização das Nações Unidas oficializou o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. Tal data tem o objetivo de chamar a atenção da população mundial sobre os problemas relacionados ao consumo de água potável no mundo. As campanhas realizadas salientam que 97,5% da água do Planeta é salgada, estando nos oceanos e mares. A água doce corresponde a 2,5%, sendo que 2,493% está em geleiras ou aquíferos, de difícil acesso e, apenas 0,007% está disponível em rios, lagos e na atmosfera, água de fácil acesso para o consumo humano. Segundo a ONU, uma pessoa precisa de 100 litros de água doce por dia. A média no Brasil é de 200 litros por dia, por pessoa, e nos Estados Unidos é de 300 litros. Acredita-se que atualmente 1 bilhão de habitantes não possuem a quantidade mínima e que em 2050, a escassez atingirá 45% da população mundial. O consumo de água aumentou não apenas nas residências, mas o setor agrícola e o industrial são intensivos no uso da água. Para produzir um litro de cerveja são consumidos entre 4 e 10 litros de água potável, e para 1 litro de leite o consumo de água pode chegar a 20 litros.
Para produzir carros, computadores, móveis, ou qualquer outro produto, utilizamos uma grande quantidade de água. Apesar da pouca água disponível para consumo e das previsões, no Brasil, existe um desperdício de cerca de 40% da água captada pelos órgãos responsáveis pela distribuição. Além disso, outro fator agravante são os períodos de seca enfrentados por algumas regiões brasileiras. Diante disso, é necessário analisar o consumo doméstico e as medidas que poderão ser adotadas visando à otimização do uso da água. Foram identificados os pontos de consumo numa residência, estimado o consumo e apresentadas sugestões de economia.
A vazão de água do chuveiro varia de 6 a 25 litros por minuto. Para chuveiros com aquecedores de água a gás, um banho de 15 minutos, com registro meio aberto, gastará 135 litros (casa) ou 243 litros (apartamento), devido à pressão da rede de água que é maior em prédios. Se o chuveiro for elétrico, o consumo será de 45 litros numa casa e 144 litros num apartamento. Basta fechar o registro durante o banho, enquanto se ensaboa, ou diminuir o tempo de banho para cinco minutos. Isso reduziria o consumo de chuveiros a gás para 45 litros (casa) ou 81 litros (apartamento). Para chuveiros elétricos, o consumo seria de 15 litros (casa) e 48 litros (apartamento). Os modelos residenciais de banheira têm, em média, de 150 a 200 litros. Se a banheira estiver cheia e não houver troca de água durante um banho, o consumo será equivalente a um banho de 15 a 20 minutos num chuveiro de vazão média. Seria econômico usar a banheira com água até a metade, pois isso já permite a completa imersão do corpo na água e não efetuar a troca de água durante um banho. Os modelos de peia de banheiro têm consumo sem controle de vazão consomem 9 litros por minuto. Considerando que esta torneira será aberta quatro vezes por dia, cada vez por um tempo de 20 segundos, o consumo diário será de 12 litros por dia. Neste caso considera-se que, ao escovar os dentes a torneira será fechada. Se o usuário costuma escovar os dentes com a torneira aberta, considerando que faça isto duas vezes ao dia, totalizando 4 minutos, estará consumindo 36 litros, apenas na escovação. Seria racional utilizar um copo para escovar dentes. Tampar a pia quando for fazer a barba e utilizar a água da pia. Instalar reguladores de vazão pode reduzir a vazão para 6 litros por minuto e o consumo para 8 litros por dia. Os vasos sanitários antigos consomem 9 litros por acionamento, mas podem estar com a válvula desregulada e consumir bem mais de 10 litros. Para um consumo razoável, seria recomendada a higienização do vão com apenas 6 litros. Os novos modelos dispõem de duas teclas para descarga, uma descarga completa de 6 a 7 litros e outra para meia descarga. Mesmo sem fazer a troca do vaso sanitário, o usuário poderá reduzir o consumo inserindo dentro da caixa de descarga um objeto que reduza o volume de água, por exemplo, uma garrafa PET de 2 litros cheio de água, ou ainda, cuidar ao dar descarga para que não seja utilizada toda a água da caixa de descargas. No caso da pia da cozinha, o consumo ao lavar a louça com a torneira da pia meio aberta durante 15 minutos gasta 117 litros (casa) ou 243 litros (apartamento). Seria econômico reduzir esse valor para 20 litros se a louça for ensaboada na cuba com água até a metade, e depois enxaguada. A máquina de lavar louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros. Economiza-se utilizando-se apenas quando estiver cheia. O tanque de lavar roupas com a torneira meio aberta, durante 15 minutos, irá consumir 279 litros. Para um consumo racional, é recomendável que se deixe as roupas de molho e se use a mesma água para esfregar e ensaboar. E quando for jogar fora esta água, utilize-se da mesma para lavar o quintal ou outra finalidade onde possa utilizar água com sabão. A máquina de lavar roupas com capacidade para 5kg gasta 135 litros (casa e apartamento). Para economizar sem perder utilidade, recomenda-se a utilização da máquina com a carga máxima. A mangueira, para sua utilização, são necessários 216 litros para lavar um carro e 279 para molhar a calçada por 15 minutos. Serie mais econômica a lavagem do carro com um balde. O consumo seria de 40 litros e, para a calçada, utilizar a vassoura ao invés da mangueira. Para regar as plantas de um jardim ou as verduras de uma horta, a dica é molhá-las no início da manhã e no final da tarde para evitar evaporação intensa. A piscina perde até 3.785 litros de água por mês por evaporação. Este volume seria suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família com quatro pessoas por um ano e meio. Para evitar este desperdício, recomenda-se cobrir a piscina visando a uma redução da perda em 90%. O tratamento da água, mesmo em períodos em que não está sendo utilizada, reduz a evaporação.
Os dados sobre o consumo de água numa residência variam em função dos equipamentos utilizados, da pressão da água no encanamento, mas principalmente, em função dos hábitos dos usuários. Além dos maus hábitos de consumo, a tolerância ao desperdício é outro fator que eleva o consumo e o valor da conta de água no final do mês. Por exemplo, segundo a SABESP (Companhia de Saneamento de São Paulo), o desperdício de água por dia numa torneira gotejando ou com vazamento pode ser evitado. Pelo jato de água se pode estimar o volume de água que será desperdiçado por dia. Outra forma de reduzir o consumo de água numa residência, ou mesmo em edifícios, é o uso de sistemas de captação de água da chuva, armazenando a água em cisternas. Há uma forma simples de captação e aproveitamento da água da chuva. Essa água deverá ser utilizada para fins como regar plantas, lavar roupas e o piso, descarga nos vasos sanitários, mas não deve ser utilizada para o consumo e nos chuveiros.
O consumo de energia numa residência pode ser reduzido mudando os hábitos de utilização dos equipamentos eletroeletrônicos. Evitar deixar lâmpadas ligadas em ambientes que não estão sendo utilizados; desligar computadores, rádio, TV quando estiverem sem uso, são algumas das medidas mais simples que podem ser adotadas visando a reduzir o consumo. Destaca-se a otimização do consumo durante o uso dos equipamentos e o projeto e implantação de equipamentos que melhorem o isolamento térmico.
Para reduzir o consumo de energia elétrica e gás, a energia solar já é uma alternativa economicamente interessante. O uso de painéis solares para o aquecimento de água tem se mostrado eficiente. Existe ainda a possibilidade de utilizar a energia solar para a geração de energia por meio de painéis fotovoltaicos. Para gerar 85 Watts por meio de um painel fotovoltaico, será necessário um investimento de R$ 14.000,00, o que ainda não é atrativo para muitos consumidores.
Uma parte significativa do consumo de energia nas residências é em função do aquecimento ou refrigeração dos ambientes. Se na fase de projeto for inserida a preocupação com o isolamento térmico, o investimento feito na construção dará retorno no curto e médio prazo. Mesmo em casas em edifícios já existentes, é recomendável uma análise de viabilidade técnico-econômica para implantar melhorias no isolamento térmico. A seguir são apresentados alguns exemplos que ilustram este tema. Algumas alternativas exigem maiores investimentos e outras são tecnologias simples que podem ser aplicadas tanto em habitações populares como em residências classe A. Trata-se de um dispositivo arquitetônico(brise-soleil) utilizado para impedir a incidência direta de radiação solar no interior de um edifício, de forma a evitar a manifestação de um calor excessivo. Normalmente caracterizam-se como uma série de lâminas, móveis ou não, localizadas em frente às aberturas dos edifícios.
As esquadrias que utilizam vidro duplo, composto por duas lâminas de vidro e uma câmara de ar interna, são eficientes no isolante térmico e acústico. O custo de implantação varia em função da tecnologia utilizada, mas o retorno econômico é garantido. Essas esquadrias são recomendadas para serem utilizadas nas aberturas com grande incidência de sol. Também no inverno, o vidro duplo serve para evitar a fuga de calor para o exterior.
O isolamento térmico pode ser obtido com a implantação de sistemas mais sofisticados como o Brise Soleil e vidros duplos termoacústico, ou com tecnologias simples como a instalação de uma manta isolante abaixo do telhado. Esta manta pode ser de isopor, alumínio ou mesmo de caixas de leite tetrapak, abertas e coladas. Para tanto, basta desmontar as caixas para que elas fiquem de forma plana, lavá-las com água e sabão, secar e colar as caixas com cola de sapateiro, formando uma manta. Instalar esta manta abaixo do telhado, deixando um espaço mínimo de 2 cm. Esta manta irá proporcionar a redução de 9 graus centígrados na temperatura interna do ambiente. A reportagem sobre "Forro feito de embalagem longa vida", no endereço:http://www.tvcultura.com.br/REPORTERECO/materia.asp?materiaid=402, dá uma dimensão mais detalhada ao tema.
Lixo é o termo utilizado para denominar tudo aquilo que não nos interessa. Neste caso, denomina-se "lixo" os resíduos sólidos gerados numa residência ou nos escritórios de uma empresa. Não são abordados os resíduos industriais. A preocupação com o lixo é, em primeiro lugar, a sua não geração.
Como evitar o lixo, mas, uma vez existindo, encontrar o destino mais adequado. A primeira preocupação deve ser com a não geração de lixo, pois frequentemente compra-se alguma coisa e leva-se para casa embalagens e materiais inservíveis que serão transformados em lixo. A sociedade brasileira ainda não oferece muitas opções, "forçando" o consumidor a levar quantidades indesejáveis de embalagens para casa. Quando houver opção, dicas podem ser seguidas. Na compra de alimentos, podem-se preferir produtos naturais e com pouca embalagem, evitando as formas de isopor. A preferência por produtos que oferecem refil ou embalagens retornáveis são recomendáveis. Como a embalagem não será consumida, tem apenas a finalidade de manter o produto, nas condições em que se encontra, recomenda-se a preferência por embalagens simples e fáceis de serem degradadas ou recicladas, como por exemplo, as feitas de papel pardo. Ao comprar material de limpeza, recomenda-se a observação se a embalagem foi produzida com material reciclado e a valorização do bioplástico, que em contato com a terra se decompõe em 18 semanas. Algumas empresas utilizam pipoca em vez de isopor para proteger produtos como computadores e TVs. Algumas revistas e jornais estão disponibilizando versões eletrônicas. É possível a tentativa de adaptação da leitura na tela do computador, evitando assim a aquisição da cópia física. Quando isto não for possível, são recomendadas assinaturas conjuntas, de forma que mais de uma pessoa leia o mesmo periódico. A impressão de documentos pode ser evitável. É possível verificar se não é possível ler e resolver a questão sem utilizar as folhas de papel. Quando for extremamente necessário, é recomendável a utilização de papel reciclado e impressão em anverso e verso. Recomenda-se a verificação se a impressora não permite a impressão automática em frente e verso. Se isso for possível, póde-se colocar todos os computadores no módulo impressão frente e verso. Ao comprar um produto, recomenda-se a avaliação utilizando os princípios do Ecodesign. A analise da composição do produto, consumo de energia durante o uso, facilidades de reparo, como será o descarte, facilidades oferecidas pelo vendedor, etc. Após o uso, antes de descartar as embalagens, é aconselhável uma rápida limpeza com água já utilizada para outros fins, como a utilizada para lavar os copos. É contra-indicada a utilização de água potável para limpar embalagens. Indica-se apenas a retirada dos resíduos da embalagem e redução do volume desta embalagem retirando o ar de dentro amassando-a.
Quanto menor o volume, mais fácil será o seu transporte no caminho para a reciclagem. Tudo que for para o vaso sanitário, poderá passar por um tratamento de esgoto ou irá diretamente para o rio. Na maioria das cidades não existe o tratamento do esgoto, ou apenas uma pequena parcela é tratada. Se não houver este tratamento, o que você colocar no vaso, será recolhido em algum ponto de captação de água, transformada em água potável e devolvida para sua caixa d'água. Portanto, na dúvida, jogue no recipiente do lixo comum e não no vaso sanitário. Um litro de azeite jogado no vaso sanitário ou na caixa de gordura irá contaminar um milhão de Litros de água potável. É recomendável o armazenamento do azeite e gorduras numa garrafa PET e a entrega nos postos de recolhimento. Se não tiver na cidade, recomenda-se a colocação da garrafa PET com as gorduras no lixo que irá para o aterro sanitário.
A queima do lixo é evitável porque não se sabe que tipo de emissão estará jogando na atmosfera. A compra de produtos tóxicos pode ser evitável. Na indisponibilidade de produtos alternativos, recomenda-se cuidado no descarte.
O processo de dar um destino adequado será facilitado se o usuário não misturar o lixo. As embalagens não estão no mesmo recipiente das cascas de fruta, alguém as colocou juntas. Portanto, basta que as pessoas não juntem coisas que não devem estar juntas. O primeiro passo é dispor num recipiente os resíduos orgânicos (cascas de fruta, restos de comida, papel higiênico, etc.), e em outro recipiente e os resíduos recicláveis (papel, vidro, metais, plásticos). Se não houver coleta seletiva na cidade, certamente haverá alguém que se interessará em buscar na residência o lixo reciclável, chamado de "lixo seco". Há um padrão de cores dos recipientes do lixo seco, conforme segue: AMARELO: Metais, alumínio, e sucata em geral. Latinhas de cerveja e refrigerante, enlatados em geral, tampinhas, arames, pregos, fios e objetos que sejam de cobre, alumínio, bronze, ferro, chumbo e zinco. AZUL: Papéis, papelão, embalagens etc. Jornais, revistas, listas telefônicas, folhetos, folhas de rascunho, papéis de embrulho, caixas de papelão, folhas de caderno usadas, embalagens de longa vida limpas (caixinhas de leite, suco, creme de leite etc.). VERMELHO: Plásticos, potes, sacos e garrafas. Garrafas plásticas, tubos e canos, potes de creme, frascos de xampu, baldes, bacias, brinquedos, sacolas, etc. Vidros, garrafas, frascos, potes etc. Garrafas em geral, vidros de conservas, vidros de produtos de limpeza, e frascos em gera VERDE: Cabos de panela, tomadas, embalagens de biscoito, bala e doces Espelhos, vidros planos, lâmpadas, tubos de TV e vídeo, cerâmica, pirex e porcelana. Entretanto há materiais não recicláveis como Clips, Esponjas de aço, grampos, pilhas Papel carbono, fotografias, papéis sujos, papel higiênico, etiquetas adesivas, fitas crepe e adesiva, papéis metalizados, plastificados, parafinados e betumados. O destino dos resíduos orgânicos e tudo mais que for depositado no lixo orgânico, será encaminhado para um lixão ou para aterro sanitário. Os resíduos inorgânicos, ou lixo seco, será encaminhado para reciclagem (nas cidades onde há coleta seletiva). A reciclagem destes produtos irá evitar que eles fiquem na natureza por séculos ou um milhão de anos: NYLON – mais de 30 anos, PLÁSTICO – mais de 100 anos, METAL – mais de 100 anos, BORRACHA – tempo indeterminado, VIDRO – 1 milhão de anos, PAPEL – de 3 a 6 meses, TECIDOS – de meses a um ano, FILTRO DO CIGARRO – 5 anos, GOMA DE MASCAR – 5 anos, MADEIRA PINTADA – 13 anos.
Usualmente esquece-se que há nas residências muitos produtos tóxicos que exigem cuidados especiais para o consumo, transporte e, principalmente, no descarte dos mesmos. Toxicidade é definida como a capacidade de uma substância química produzir um efeito nocivo quando interage com um organismo vivo. A toxicidade está presente em cigarro, produtos de limpeza(sabão em barra, sabão em pó, amaciante, tira-manchas, alvejante, detergente, desengordurante, desinfetante, limpador de uso geral, álcool, limpa-vidros, limpa-carpetes, cera, lustra-móveis, polidor de metais, pomada para sapatos, aromatizador de ambientes, facilitador para passar roupas), pesticidas domésticos (líquidos, armadilhas, aerossol e elétricos), pesticidas de uso agrícola, gás CFC(presente em refrigeradores, aerossóis, solventes e extintores de incêndio), cosméticos, outros produtos de higiene, brinquedos (fabricados com PVC), remédios, produtos veterinários, tintas para pintar as casas, plantas tóxicas, móveis, eletrodomésticos, embalagens de alimentos e bebidas, artigos de tecnologia(computadores, impressoras, fotocopiadoras, fax). Mas não só os produtos industrializados são tóxicos. Algumas plantas na natureza também são tóxicas e podem causar danos à saúde. A toxidade também está presente em plantas como Antúrio, Comigoninguém- pode, Copo-de-leite, Tinhorão, Mamona, Picão-de-praia, Pinhão-de- purga, Figueira-do-inferno, Saia-branca, Trombeteira, Mandioca-brava, Chapéu-de- Napoleão, Espirradeira, Coroa-de-Cristo, Estrela-de-cadete, leiteira... Apresentam como efeitos: dor em queimação, irritação de mucosas, náuseas, inchaço vômitos, cólicas, diarréia sanguinolenta, insuficiência renal pele quente e seca, agitação, alucinação, rubor de face, cólicas, sonolência, convulsões, coma, asfixia, diarréia, alterações cardíacas, salivação, vômitos, queimaduras...
Mais em:
http://fundasul.br/136-1282/novidades-noticias-rss/
Especializando em Sistemas de Planejamento e Gestão pela Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC. CRA-SC nº 600285.







