Inovação tecnológica como gestão estratégica
Entende-se que as mudanças nas organizações podem ser feitas através de três formas básicas, ou seja, por "evolução", por "revolução" e por "inovação", cada uma em si ou simultaneamente.
As mudanças por "evolução" ocorrem de forma lenta e paulatina, adaptando os ambientes organizacionais de acordo com as circunstâncias de sobrevivência e demandas por melhorias, onde o status organizacional mantém a tradição e paradigmas até que estes sejam quebrados ou modificados por obsolescência.
Ao pesquisarmos em textos de Ciência Política ou em dicionários, vemos que a evolução é: o progresso paulatino e contínuo a partir de um estado inferior ou simples para um superior, mais complexo ou melhor. Transformação lenta, em leves mudanças sucessivas. A sociologia diz que é o progresso ou melhoramento social, político e econômico, gradual e relativamente pacífico, em contraste à mudança violenta, à revolução. Já, a biologia diz que é o processo pelo qual, através de uma série de alterações gradativas, a partir de um estado rudimentar, todo organismo vivo ou grupo de organismos adquiriu os caracteres morfológicos (estudo das formas de que a matéria pode revestir-se nos seres organizados) ou fisiológicos que o distinguem. É também qualquer movimento destinado a efetuar um novo arranjo, pela passagem de uma posição a outra, dos componentes de um grupo. A botânica diz que é o desenvolvimento, crescimento sucessivo dos órgãos vegetais.
As mudanças por "revolução" são realizadas por propostas e modelos de negócios absolutamente novos, que desestruturam o modelo existente e se instala o novo modelo que modifica o status existente. É também, o ato ou efeito de revolver ou revolucionar. Quando tratarmos da revolução em relação ao Estado/Nação ela é vista como a mudança violenta nas instituições políticas de uma nação. Na natureza, ela é a transformação natural da superfície do globo. No aspecto sociológico, a revolução é um desvio no modo de considerar assuntos relativos a um ramo qualquer do pensamento humano. Na astrologia, a revolução é o tempo que um astro gasta para descrever o curso de sua órbita. Na geometria, a revolução é o movimento suposto de um plano em volta de um dos seus lados, para gerar um sólido.
Já, a "inovação" consiste em introduzir novidades nos negócios organizacionais. Drucker[1] "comenta que inovar é um dos grandes, um dos mais importantes objetivos de qualquer organização. Temos a inovação como algo que mantém a empresa viva, competitiva e em alguns casos lhe permite dar pulos, ganhando a liderança, estabelecendo novos rumos para toda a concorrência, clientela e fornecedores de maneira geral. A inovação calcada no conhecimento pode levar as organizações a garantias de menos riscos."
Mañas diz que "Inovar, consiste em nos preocupar com algo que nunca foi feito antes, ou seja, desenvolver estudos, fazer investimentos, despender tempo em criatividade, planejamento, controle e coordenação, para ao final, obtermos algo totalmente novo. Isso tudo, pela necessidade de ser competitivo, de manter-se vivo ou para manter-se à frente dos concorrentes".
Ao longo dos últimos anos, as empresas trabalharam arduamente para se tornar mais eficientes. Promoveram reengenharias, reduziram o pessoal, integraram processos e implantaram programas de qualidade.
Estas ações não trouxeram tranqüilidade às empresas.
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Fontes Bibliográficas:
DRUCKER, Peter F.; As Novas Realidades: no governo e na política, na economia e nas empresas, na sociedade e na visão do mundo; Ed. Pioneira; S.Paulo;1989.
VICO MAÑAS, Antonio; Gestão da tecnologia e inovação; São Paulo; Érica; 1993.p37.
HAMEL, Gary; Liderando a revolução; Entrevista concedida para Eduardo Ferraz. Exame n. 737 de 04/abril/2001. p 88/98.
"Informe sobre o Desenvolvimento do Mundo" publicado pelo Banco Mundial (Washington, D.C. 1998-1999), título "O Conhecimento a Serviço do Desenvolvimento" (1-17)
MINTZBERG, Henry e outros; Safári de estratégias: um roteiro pela selva do planejamento estratégico; Porto Alegre; Bookman, 2000.
"Sou liberal, porque a palavra liberdade é a mais bonita que conheço". By Mario Vargas Llosa, escritor Peruano, Prêmio Nobel de Literatura.







