O ano de 1986 foi, para o Brasil, repleto de emoções que variaram desde a euforia até a frustração. O país enfrentou acontecimentos como:
a) agravamento da inflação, em janeiro, provocando forte apreensão no governo, no empresariado e na população em geral;
b) reforma econômica via Plano Cruzado, em fevereiro, despertando entusiasmo em todos os segmentos da sociedade brasileira;
c) eleição, em novembro, para os governos estaduais e Assembléia Constituinte; e
d) comportamento inusitado da economia, com alterações nos hábitos de consumo e escassez de produtos, causando excesso de demanda;
Convém lembrar que 1985, ocorreu a morte do Presidente eleito Tancredo Neves, criando-se um vácuo político que só não gerou conseqüências desestabilizadoras por causa da repulsa generalizada a qualquer solução não constitucional.
Como resultado da combinação dos acontecimentos resumidos anteriormente, percebia-se um clima nacional de crise, tanto às vésperas do Plano Cruzado quanto ao final de 1986. Para facilitar a visualização desse clima, torna-se útil um relato sintético do comportamento da economia brasileira naquela ocasião, abordando também alguns de seus reflexos políticos.
Pretende-se neste trabalho, apresentar de maneira geral, o ambiente econômico e político em que foi implantado o Plano Cruzado para atacar de forma drástica o processo inflacionário, sem recorrer a métodos recessivos e agravantes da concentração social de renda. A inflação zero passa a ser a meta.
http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/plano-cruzado-da-implantacao-a-estagnacao/266/