Sistema de Monitoramento de Riscos em Empresas Mercantis e Cooperativas
O valor da empresa é importante, pois ajuda a entender a magnitude da movimentação e o fluxo do dinheiro ao longo dos anos. Se os proprietários empreendedores conseguiram formar bons e úteis patrimônios. Se suas aposentadorias estão garantidas e se seus herdeiros não vão ficar quitando dívidas e ...
Este CASE complementa o artigo do Link:
http://www.administradores.com.br/home/lewtonverri/artigos/61303/
INDICADORES DE BASE
VENDAS:
(a) Volume de Compras dos Dez Maiores Clientes x Volume Total de Vendas Líquidas (em R$/mês) – importante para se verificar o RISCO de concentração de Clientes nas Vendas da empresa, ao quais devem ser verificados mês a mês. Meta abaixo de 25% do volume de vendas líquidas;
(b) Provisão de Risco de Inadimplência em R$/mês x Volume Total de Vendas Líquidas (em R$/mês) – formação direta de reserva em R$ para manter fluxo de caixa, que considera o percentual provável de inadimplência, com base no histórico da empresa, e do porte valores dos atrasos, nas vendas líquidas, que seja capaz de suportar atrasos de até 5 meses. Podem ser perdas só recuperadas com negociações com os clientes e/ou litígios em protestos. Meta abaixo de 5% do volume de vendas líquidas, e dependendo do histórico usar uma faixa no máximo até 10%;
(c) Utilização do Cheque Pré e Cheque A Vista por parte dos clientes R$/mês x Volume Total de Vendas Liquidas (em R$/mês) – tem o propósito de identificar o limite suportável de CHEQUES DEVOLVIDOS e valores totais, além de controlar o percentual das vendas líquidas que foram pagas com cheques, em relação às vendas de empresa. Meta menor de 30% do volume de vendas líquidas;
(d) Cheques Totais Devolvidos em R$/mês x Volume Total de Vendas Liquidas (em R$/mês) – procura sinalizar um limite máximo suportável, para inclusive se criar uma estrutura de ação para resgate dos valores dos cheques devolvidos, em relação às vendas líquidas. Meta conjugada com a da Provisão de Riscos de Inadimplência, sendo ideal um limite máximo de 2% das vendas líquidas.
ESTRUTURA DE COMPRAS
(a) Volume de Compras da Empresa feitas aos Dez Maiores Fornecedores em R$/mês x Volume Total de Compras (R$/mês) – este indicador ajuda a sinalizar a capacidade de pagamentos da empresa em relação a compras de materiais e insumos, em face da suas operações. Ele indica a concentração dos DEZ maiores fornecedores em relação ao volume total de Compras. Meta abaixo de 40% do volume total da compras;
(b) Maior Volume de Compras num só Fornecedor em R$/mês x Volume Total de Compras (R$/mês) – manter a empresa na mão de um só fornecedor é um alto risco e determina limite para este tipo de concentração, do MAIOR fornecedor. Meta menor de 10%, do volume total de compras;
(c) Volume Total de Compras em R$/mês x Volume Total de Vendas Líquidas (R$/mês) – que propões a monitorar a capacidade mensal de pagamentos aos fornecedores, deixando margem para o pagamento das demais contas, despesas, débitos e dívidas da empresa. Meta abaixo de 60% em relação ao volume total de vendas – que são as RECEITAS;
(d) Fração Diária do Volume de Compras em R$/dia x Volume Total de Vendas Líquidas Diárias (R$/dia) – checa a capacidade de comprometimento diário com as compras e fornecedores em função de receitas diárias previstas, com as vendas líquidas diárias. Meta na faixa de 4% a 4,5% contabilizados para dias operacionais – em que a empresa está em funcionamento (exceto em feriados, fins de semanas) – parâmetro de referência, em 24 dias médios de operações;
LIQUIDEZ
(a) Liquidez Disponível TOTAL e Imediata, no mês corrente: em dinheiro, fundos, poupanças, capitalizações, depósitos, cheques e cartões em R$/mês x Despesas Totais no mês corrente (contas a pagar, débitos a vencer, dívidas aprovisionadas e outras, em R$/mês) – indica a disponibilidade geral de recursos visando garantir o volume de compras, quitação das contas a pagar, prejuízo, imprevistos e cobertura de inadimplentes. Meta maior de 100% do Volume Total de Vendas Líquidas do mês corrente;
(b) Liquidez Simples do Mês em DINHEIRO + CARTÕES + CHEQUES A VISTA em R$/mês x Todas as Obrigações a Quitar do "Contas a Pagar" no mês (R$/mês) – confronta a disponibilidade de recursos para pagamento a terceiros, que não sejam os fornecedores. Meta no mínimo de 60% do volume total de compras;
(c) Formação de Fundos para Capital de Giro em R$/mês x Despesas Totais contabilizadas no "Contas a Pagar" no mês corrente (R$/mês) – acumulação de capital que contribuirá com a redução da tomada de empréstimos externos, para manter a capacidade da empresa em enfrentar expansões e/ou imprevistos, e para financiamentos operacionais e de dívidas. Meta no mínimo de 2,5% do Volume Total de Vendas Líquidas;
DESEMPENHO ECONÔMICO
(a) Despesas Totais x Volume Total de Vendas Líquidas – confronta os custos fixos e custos variáveis da empresa em relação às receitas. Meta menor de 60% do Volume Total de Vendas Líquidas;
(b) % de Retorno sobre o PL – Patrimônio Líquido (R$/no ano fiscal em exercício) x Acumulação de Fundos Conversíveis em Patrimônios (R$/no ano fiscal em exercício) – que confere o retorno financeiro sobre o patrimônio líquido da empresa, como garantidor de suas atividades, evitando ou mitigando o EMPOBRECIMENTO patrimonial. Meta maior de 2,0%;
(c) Eficiência Operacional – que analisa a eficiência operacional, confrontando Despesas Totais ao Volume Total de Vendas Líquidas. Meta menor de 60%;
(d) Volume de Empréstimos e Financiamentos x Volume Total de Vendas Líquidas, para quem não tem Formação de Capital de Giro – que analisa o volume de recursos tomados externamente em relação ao Volume Total de Vendas Líquidas. Meta o volume captado menor de que 2,5%;
(e) Clientes Ativos x Potencial de Clientes Cadastrados ou a serem Captados – controla a quantidade de clientes ativos em relação ao potencial. Clientes Ativos são aqueles que retornam a comprar na empresa, pelo menos 1 (uma) vez no ano. Meta maior de 80% dos clientes cadastrados. Meta para captação de NOVOS clientes de até 20% do cadastro atual;
(f) Lucratividade e/ou Sobras Bonificadoras = Volume Total de Vendas Líquidas em R$/mês x Despesas Totais: Contas a Pagar + Contas de Dívidas + Prejuízos Contabilizados em R$/mês - que estabelece um parâmetro da lucratividade da empresa entre suas Vendas Líquidas e frente aos compromissos de pagamentos totais do período. A Meta dependerá do critério de formação dos preços dos produtos e/ou dos serviços – visar algo acima de 20%;
INDICADORES PATRIMONIAIS E DE ENDIVIDAMENTOS
(a) Crescimento do Patrimônio Líquido em R$/ano fiscal– que analisa a segurança dos recursos patrimoniais da empresa, evitando o EMPOBRECIMENTO. Meta maior de 2,5% por ano;
(b) Os 10 Maiores Devedores em R$/ano fiscal x PL – Patrimônio Líquido em R$ no ano fiscal – que analisa o risco de concentração individual das Vendas com inadimplência e seu impacto sobre o Patrimônio Líquido. Meta menor de 2,5%;
(c) As 10 Maiores Dívidas da Empresa R$/ano fiscal x PL – Patrimônio Líquido R$/ano fiscal – que analisa o risco de concentração das dívidas, por progressão da falta de recursos, ou insuficiência de fundos e seu impacto sobre o Patrimônio Líquido. Meta menor de 2,5%;
(d) Endividamento: Recursos Tomados em empréstimos externos R$/ano fiscal x Patrimônio Líquido R$/ano fiscal – que analisa a tomada de empréstimos no mercado financeiro e outros recursos aplicados na empresa. Meta menor de 2,5%;
(e) Provisão de Fundos de Reservas em R$/ mês – que analisa a adequação dos recursos próprios frente aos riscos de investimentos, expansão e aquisições. Meta maior de R$ 1,00 para cada R$ 11,00 do Volume Total de Vendas Líquidas em R$/mês;
(f) Provisão de Risco em R$/mês x Classificação de Risco: Grau de Criticidade – que confere se está adequada à contabilização da provisão de risco, diante do volume de inadimplência e de vendas de risco. Meta, visar menor que 5,0% do Volume Total de Vendas Líquidas – seguir a Tabela Mestre de Balizamento do Risco em função do valor da dívida e do tempo de atraso para seu pagamento por parte do cliente devedor – Ver o arquivo anexado a este artigo;
(g) Adiantamento de Recebíveis em R$ no mês x Endividamento em R$ no mês – que verifica o potencial de recebíveis em relação ao volume do endividamento. Meta MAIOR em 2,5% perante a dívida acumulada no mês;
(h) Imobilização de Materiais e Estoques em R$/mês x Volume Total de Compras em R$/mês – que controla ocorrências de compras excessivas, sem vendas posteriores e correspondentes, ou sem a assimilação do Planejamento da Produção. Meta menor de 25%;
(i) Operação de Estoques Mínimos em ITENS/mês x Volume Total de Compras em ITENS/mês – que verifica a manutenção mínima de 25% em compras mensais, como estoques mínimos de segurança, em função do padrão e das garantias da Logística em Tempo, Quantidade, Local, Data-Hora e Qualidade.
Engº Lewton Burity Verri
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Gosto do trabalho em equipe e de resolver enigmas, pois sou engenheiro de formação. E sou Neo-ambientalista de Walt Disney, me especializando em Pós-graduação de Licenciamento e Gestão Ambiental.
MEU OBJETIVO: Aplicar e Transferir meus conhecimentos para novas atividades de gestão de RH, produção, administração da produção, da tecnologia, da engenharia, de materiais e controle da qualidade. E para os jovens profissionais brasileiros.
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