Educação tradicional

O modelo de educação tradicional ensina as crianças através do medo. Estudamos pela pressão de passar de ano, pelo medo das notas que serão entregues a nossos pais e familiares, pela aparente comparação com os demais alunos, para ser alguém na vida, para conseguir um bom emprego… Tudo está atrelado ao medo

João Cristofolini

O modelo de educação tradicional ensina as crianças através do medo. Estudamos pela pressão de passar de ano, pelo medo das notas que serão entregues a nossos pais e familiares, pela aparente comparação com os demais alunos, para ser alguém na vida, para conseguir um bom emprego… Tudo está atrelado ao medo.

Isso justifica porque a maioria das pessoas não gosta de estudar, de ler e de aprender. Desde pequeno cortaram sua curiosidade, sua criatividade, suas opiniões com padrões e respostas prontas, com ameaças, castigos, regras e condutas pré estabelecidas. Como se todos fossem iguais, como se o processo de aprendizagem e crescimento viesse de fora e formasse robôs padronizados e prontos para o mercado.

Cada pessoa tem as suas características, as suas habilidades, o seu potencial, o seu interesse e curiosidade. O papel da educação é de apenas ajudar a desbravar o que está dentro de cada um. Isso se faz com perguntas e não respostas, afinal não existem respostas prontas e iguais nesse processo.

Quando você identifica o seu propósito, a sua missão, a sua paixão, começa a estudar e se desenvolver não pelo medo ou pela ameaça, mas pelo próprio interesse. E desta forma o aprendizado passa a ser uma diversão e não sofrimento e ai sim você se educa, desenvolve e cresce. (o que seria o objetivo inicial da educação)

Esse mesmo medo de qual somos ensinados na educação tradicional, reflete em todas as áreas da vida, do trabalho, pessoal a familiar.

Enquanto não mudarmos este processo ficaremos na dependência de que cada pessoa reconheça o verdadeiro sentido da educação. Não são recursos que faltam na educação, não são professores qualificados, não são tablets ou salas digitais, todo o processo precisa ser virado de cabeça para baixo, em uma transformação total, com perguntas e não respostas, com autoconhecimento e não conhecimento, com inteligência emocional e não racional, com individualidade e não grupos iguais, para a vida e não para sala de aula.

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