Procurando Dory: uma jornada de superação

O que a animação Procurando Dory pode nos ensinar sobre empatia, trabalho em equipe e liderança

Fernanda Mendonça
Reprodução/Pixar

Assim como fez em Toy Story, Carros e Monstros S.A., após 13 anos da estreia de Procurando Nemo, a Pixar revisitou a barreira de corais em Procurando Dory. Coadjuvante no primeiro filme, Dory vira protagonista de uma aventura repleta de criaturas marinhas que fala sobre limitações, superação e, principalmente, sobre trabalho em equipe e autoconhecimento.

A primeira vez que assisti Procurando Nemo, tinha pouco mais de 9 anos. Aquela jornada de herói de um pai em busca de seu filho desaparecido conquistou minha atenção e logo se tornou um dos filmes favoritos. Principalmente por conta de dois personagens: um pequeno peixe palhaço com uma “nadadeira da sorte” e uma peixe fêmea azul que tinha perda de memória recente.

Se em Procurando Nemo os personagens “diferentes” foram aqueles que me marcaram por demonstrarem toda a sua capacidade de sobrevivência e perseverança, em Procurando Dory esse aspecto está ainda mais realçado. No novo filme, flashbacks nos apresentam a pequenina Dory, que logo descobre que ela não é igual aos outros peixes. O que no primeiro filme foi tratado de maneira singela e cômica, a deficiência de Dory passa a ser enxergada sob uma nova perspectiva, mas sem perder o espírito de diversão e ensinamento.

Dory tem um objetivo a ser atingido, que é reencontrar seus pais. Nemo e Marlin haviam acabado de retornar da grande missão de resgate quando são convencidos pela amiga a começarem uma nova jornada. No entanto, já nos primeiros “nados” rumo a um novo lugar desconhecido, os perigos das profundezas do oceano surgem para afrontar e colocar em prova todos os planos.

Em uma cena, três diferentes tipos de deficiência são colocadas em questão: a deficiência física de Nemo, a mental de Dory e as limitações psicológicas criadas pelo próprio Marlin. Em meio a desentendimentos, falta de compreensão e de empatia, Dory, bem como sugere o título, perde-se de seus amigos e novos coadjuvantes entram em cena.

A começar por Hank, o polvo que tem medo de lugares abertos e, apesar de ter três corações, se apresenta como um personagem frio e calculista, que pensa em atingir os seus objetivos tirando proveito da necessidade do outro. Além dele, a tubarão baleia míope Destiny e o beluga Bailey, que acredita ter alguma deficiência, entram em cena para comprovar a importância do trabalho em equipe, liderança e da empatia para superar limites.

Apesar de suas deficiências, defeitos e limitações, cada personagem tem uma capacidade especial, aquilo que sabem fazer de melhor – e esquecer não é uma delas. Além de terem aprendido na prática que juntos podem se tornar melhores, a cada novo desafio que surge eles puderam descobrir mais sobre si próprios. Afinal, só é possível oferecer ao próximo aquilo que você sabe que tem ou que pode fazer.

Tendo cada vez mais consciência sobre suas diferenças, são capazes também de explorar e desvendar suas capacidades, desenvolver novas habilidades e aprender novas práticas para superar os desafios. E esses desafios não são apenas as deficiências (sejam elas evidentes ou não), mas também podem surgir de maneira inesperada, quando seus planos não dão certo. Para crianças, adultos e também a Marlin, Dory ensina que não é porque as coisas aconteceram de uma forma diferente da esperada que se deve desistir e se acomodar à situação.

Ainda criança, Dory aprendeu com seus pais que “sempre há um outro caminho”. Se acaso os planos não derem certo, o melhor a se fazer é pensar em uma solução ou em um recomeço e seguir em frente. Dory nos ensina a olharmos para dentro de nós mesmos, mas principalmente para aqueles que nos rodeiam. Cada um, do seu modo, poder ensinar, colaborar e revelar um futuro com novas perspectivas. Se quiser achar a solução, una-se àqueles que fazem você trabalhar e viver melhor e, juntos, continuem a nadar.

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