As empresas conhecem a origem de seus custos?

O presente artigo aborda a temática sobre analise de custos como fator para garantir a sobrevivência das organizações. A era da competitividade tem exigido das empresas a busca contínua em aprimorar a qualidade em todos os processos de produção.

Nayara Nogueira
As empresas conhecem a origem de seus custos?

 

Autora: Nayara Nogueira Silva

 

O presente artigo aborda a temática sobre analise de custos como fator para garantir a sobrevivência das organizações. A era da competitividade tem exigido das empresas a busca contínua em aprimorar a qualidade em todos os processos de produção e/ ou serviços, entrelaçando assim o processo de execução e os objetivos das organizações.

 

Um dos aspectos importantes para alcançar os objetivos organizacionais é aquele que dizer respeito à análise dos custos e suas influências nas decisões que impactam a formação do preço de venda.

Estas decisões que objetivam a definição do preço de venda envolvem aspectos muitas vezes analisados de forma empírica, baseadas em dados e informações históricas ou subjetivas, apenas com alguma base científica.

 

" Imaginemos uma indústria cujo setor de manufatura que tenha capacidade para produzir mil unidades por hora de um determinado produto. Se o setor de embalagem dessa mesma indústria for capaz de embalar apenas oitocentas unidades por hora, teremos aí um gargalo, uma vez que a linha de produção não poderá trabalhar com sua capacidade total, pois o setor seguinte não é capaz de embalar todas as peças. Assim, caso a produção das mil unidades seja mantida, será necessário estocar produtos não embalados, o que significará custos para a empresa. Da mesma forma, se o setor de embalagens fosse dimensionado para embalar duas mil unidades, mas a manufatura só tivesse capacidade para mil, teríamos aí outro gargalo, desta vez no setor anterior. Isso resultaria em ociosidade no setor seguinte e, conseqüentemente, aumento da parcela dos custos fixos diluída em cada produto".

Carlos Alberto Maroueli (2009).

 

Portanto, não é preciso somente administrar, é preciso entender o processo como um todo na empresa para gerir melhor os processos. O planejamento estratégico precisa ser permanentemente revisado, com o artifício de reduzir os custos e de gerir melhor os recursos disponíveis, seja este de organizações pequenas ou complexas.

 

Martins (1994) acentua ainda que "pode-se dizer que a empresa tem Controle dos seus Custos e Despesas quando conhece os que estão sendo incorridos, verifica se estão dentro do que era esperado, analise as divergências e toma medidas para correção de tais desvios. Isto nos permite concluir que nenhum Sistema de Custos, por mais completo e sofisticado que seja, é suficiente para determinar que a empresa tenha Controle deles."

Martins menciona um aspecto de grande questionamento, as empresas conhecem a origem de seus custos incorridos? Podemos aliar a análise de custos e desenvolvimento como fatores para conhecer a realidade ocorrida nos procedimentos produção e/ ou serviços e de formação de preço de vendas, um dos pontos decisivos para a permanência de qualquer empresa no mercado. Você já havia pensado desta maneira?

 

REFERENCIAL TEORICO


Com embasamento no filme "A Meta", desenvolveremos um estudo exploratório sobre a realidade vivenciada pelas organizações em busca da competitividade. Só haverá maior produtividade se estiver associada a maiores lucros para a organização. As empresas buscam aumentar a produtividade, mas não analisam o custo deste aumento dentro da produção com os resultados obtidos. No filme o administrador da fábrica ÚniCo , Alex Rogo, enfrentava as dificuldades em administrar sua empresa que se encontra em dificuldades e em um período curto evitar a falência da empresa. O administrador para atender pedidos atrasados não mediu esforços, a fábrica funcionava a todo vapor para produzir mais.

 

Diante da pressão para produzir resultados mais satisfatórios o administrador pensou no primeiro instante em cortar os custos reduzindo o numero de empregados para conseguir a meta estabelecida pelo vice – presidente da divisão, Bill Peach.

 

De acordo com Rocha (1995) :

"sistemas ideais são provavelmente inatingíveis em organizações reais, pois cada uma tem seus próprios objetivos e é diferente em termos de produtos, processos, cultura e condições atuais."

 

A produção era feita com o uso de robôs que aumentavam 36% da produtividade, portanto demitir pessoas não era a melhor solução. O administrador não entendia o motivo pelo qual a empresa não aumentava os lucros com o aumento da produtividade da sua emrpesa. Então o que fazer? A chave para desencadear esta situação era encontrar os gargalos no processo de produção para tirar a fabrica do sufoco. Para o administrador reverter esta situação precisava ganhar dinheiro, mas como? Essa é a meta!

 

A meta da fabrica visa os resultados lucrativos. "A meta da empresa com fins lucrativos deve ser a de ganhar dinheiro tanto no presente como no futuro", diz Goldratt, (1997, p.37). Para atingir a meta o administrador precisava verificar em que momento o gargalo ocorria, ou seja, em qual estágio da produção ele estava localizado. Diante dos pontos fracos era preciso fortalecê-los, pois não era só necessário produzir, era preciso diminuir estoques resultando em maiores lucros para a empresa. A meta da fábrica era aumentar os lucros nas vendas, entregar as mercadorias no prazo previsto e voltar a produtividade da fábrica.

De acordo com Goldratt (1997, p.37):

"O enfoque principal é a maximização do resultado da empresa, criando mecanismos para avaliar como as decisões de produção afetam o lucro. Nem sempre o lucro é diretamente proporcional à eficiência. A produtividade é o ato de fazer uma empresa ficar mais próxima de sua meta"

 

Alex e sua equipe com a ajuda do mentor Jonah, descobrem que durante o processo os robôs estavam transformando o tempo ocioso em tempo de processo aumentando as pilhas de inventário e conseqüentemente a despesa operacional. As pilhas de peças no estoque geravam custos e não permitia a empresa gerar aumento nos lucros. Jonah menciona as três regras operacionais para o gerenciamento da fábrica: ganho, inventário e despesa operacional. O ganho é o índice pelo qual o sistema gera dinheiro através das vendas. Inventário é todo o dinheiro que o sistema investiu na compra de coisas que ele pretende vender e a Despesa Operacional é todo o dinheiro que o sistema gasta a fim de transformar o inventário em ganho.

 

"A meta é reduzir a despesa operacional e o

inventário aumentando simultaneamente o ganho"

(Goldratt, 1997, p.99).

 

O administrador não observou os custos elevados proporcionados pelos gargalhos na produção. "Existe uma prova matemática que mostra claramente que, quanto a capacidade é diminuída exatamente até a demanda do mercado, o ganho cai e o inventário aumenta até o teto." (Goldratt, 1997, p.99). Identificar as restrições do sistema e aprender como administrar a fabrica de acordo com seus gargalos era o objetivo, os resultados era a meta. Portanto:

"Seus gargalos não estão mantendo um fluxo suficiente para satisfazer a demanda e ganhar dinheiro" (Goldratt, 1997, p.173).

O administrador ao mostrar para sua equipe as três regras operacionais para o gerenciamento da fábrica no primeiro instante houve certa restrição para aquela nova visão de gestão. Alex em um momento de laser com seu filho notou que o ritmo dos garotos pela trilha desenvolveu a "teoria da fila", que apresentava características parecidas com o processo de produção de sua fábrica:

"Ron estava determinado o ritmo. Toda vez que alguém andava mais devagar do que Ron, a fila ficava maior. Se um dos garotos desse um passo com um centímetro a menos do que Ron o comprimento da fila inteira poderia ser afetado". (Goldratt, 1997, p.116).

 

O administrador percebeu que quando alguém andava mais rápido do que a capacidade de Ron as diferenças dos passos não faziam a media do grupo. Portanto, a capacidade de ir mais rápido do que a média do grupo era restrita, pois ela dependia de todos os outros que estavam na frente. Assim é a linha de produção. "A questão é que não devemos olhar para cada área e tentar ajustá-la. Devemos tentar otimizar o sistema inteiro".(Goldratt, 1997, p.158). O administrador concluiu que não existe um sistema perfeito de produção como ele imaginava, no qual não poderia igualar a demanda com a produtividade.

Os gargalos podem trazer para a empresa enormes custos e prejuízos, já a solução é um cheque mate para a empresa, trazendo economia e eficácia na produção. Neste intuito o administrador aplicou o sistema de nomeação para suas máquinas, os não gargalos não atrasavam o processo de confecção das peças e os gargalos eram as máquinas gastava mais tempo para terminar a confecção da peça. Portanto, as máquina que apresentam os gargalos era a NCX-10 e o auto forno, estes teriam que funcionar a todo o momento. Para identificar às peças prioritárias nas máquinas dos gargalos a equipe colocou cor vermelha e verde para as peças que não passavam pelos não – gargalos. Esta medida reduziu o inventário e aumento os lucros da fábrica. Inicialmente a eficiência da fábrica teve índices menores, mas este fator não afetou o desempenho do processo de produção. Afinal, esta foi à solução para os problemas da fábrica.

 

A análise do filme mostra-nos os desafios vivenciados pelo administrador nas organizações e a maneira na qual procura resolver os problemas através das inferências sobre os gargalos. Contudo, o filme mostra os processos como um todo da empresa, todos os setores trabalham juntos para atingir a meta.

 

CONCLUSÃO

 

Este trabalho buscou contribuir para um melhor conhecimento da situação do processo de produção e aumentar a produtividade com maiores lucros. Ao analisar a empresa como um todo e procurar solucionar os gargalos aplicamos as teorias acadêmicas na prática, aumentando o conhecimento e desenvolvendo pesquisas em nosso país.

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