Supermarcas e o fim dos segmentos de mercado

Para onde vão os limites das marcas?

Caio Camargo

Semanas atrás, fui convidado a palestrar sobre o tema “ o fim do varejo como conhecemos? ”, assim mesmo, com uma interrogação no final, pois embora exista uma série de questões que o mercado parece já ter resposta, prefiro caminhar na questão dos insights e indagações sobre para onde podemos ir, provocando a plateia.

Uma dessas questões que levantei seria sobre a questão de segmento de mercado.
Mesmo com toda a revolução digital pela qual passamos, que alterou drasticamente a maneira como nos relacionamos com marcas e produtos, seja pela maneira como hoje é possível buscar, comparar e até mesmo comprar, passando pela maneira com a qual desejamos quando e onde desejamos receber o produto, ainda falamos de padarias, farmácias, supermercados, moda, eletroeletrônicos, livrarias e por aí vai, da mesma maneira que sempre falamos. Parece que nada se alterou.

Mas penso que estamos começando a vivenciar uma nova etapa para as marcas de varejo e de bens de consumo. Mais do que onipresentes (outro termo que gosto de usar em palestras), onde as marcas começam a se conectar diretamente com seus consumidores em todos os canais possíveis, como Granado, Natura, Bauducco, só para citar alguns players nacionais, acredito que em breve veremos as marcas de varejo extrapolando seu segmento de origem.

Basta pensarmos de uma maneira simples: Em qual segmento encaixa um Alibaba ou a Amazon, por exemplo? E-commerce? Marketplaces? Pensando na Amazon, essa barreira já foi ultrapassada com pontos físicos e até mesmo com produtos bem distintos de seu core original, como hortaliças e verduras, com a Amazon Fresh, e mais recentemente com a aquisição da Whole Foods. A própria e tão falada loja da Amazon Go tinha em sua conveniência produtos como bolinhos e pequenas refeições provavelmente feitas no local. Acredito que nem Jeff Bezos poderia acreditar que um dia ele compraria um muffin de blueberry da Amazon. O Alibaba também já busca outras área estendendo sua marca para outros horizontes.

Não será uma brincadeira para qualquer marca, mas acredito que veremos uma transformação profunda nas marcas que conhecemos em pouco tempo, principalmente os grandes players.

Você compraria roupa no Magazine Luiza? E um aparelho de som na Riachuelo? Mas acredito que essa será uma transformação ainda mais profunda do que apenas reviveremos os tempos das lojas de departamentos, com lojas que terão de tudo um pouco

.

Pela pegada sustentável, você compraria algum alimento da marca Natura? Quem sabe uma barrinha de cereais ou um macarrão integral?

Pela tecnologia, compraria um carro da Apple, ou quem sabe embarcaria em um vôo em um avião fabricado pela companhia? Quem sabe ela mesmo não se torna A companhia?

Qual a necessidade de uma marca estender seu portfolio para novos horizontes? As marcas precisam se conectar de maneira cada vez mais profunda com seus consumidores, de fato, se tornando parte do dia a dia deles. Quanto mais a marca entende isso e consegue atingir esse ideal, mais rápido e forte ela cresce no mercado.

Pode parecer loucura ou palpite, mas acredito que os próximos capítulos da história das grandes marcas serão emocionantes!

Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo

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