Quer cobrar? Dê o exemplo!

Muitas empresas não prosperam em seus nichos de mercado porque seus líderes não inspiram suas respectivas equipes com o próprio exemplo.

Thiago Tombini

O que não falta nas empresas brasileiras é líder de crachá. Aquele líder, cuja sua figura nada carismática e muito menos respeitada, paira sobre as empresas dando ordens e dizendo como funcionam as coisas. É o tipo de líder eleito por qualquer outro motivo que não seja a sua capacidade de liderar.

Conhece alguém assim?

Eleger os líderes errados é como construir uma empresa com os pilares cravados na areia movediça. Pode parecer pesado, mas o caos que esses “caras” causam nas empresas é tão extremo quanto essa afirmação.

Empresas ampliam o significado e propósito de sua Missão, Visão e Valores quando contam com líderes inspiradores, servidores, transformadores. O líder tem o papel de propagar tudo aquilo que a empresa acredita e faz isso com competência, destreza e inteligência, diariamente. O líder, sobretudo, é um fiel guardião da Filosofia da sua empresa.

E agora, você conhece alguém assim?

O grande problema é que as empresas acham que qualquer um pode ser líder, e, esse pensamento, por si só está errado. Líderes são pessoas com habilidades muito específicas que ajudam outras pessoas a despertarem estados únicos de performance e produtividade. Muitas pessoas, quando amparadas por um líder, despertam dentro de si recursos que nem mesmo elas conheciam.

Imagine, um time de futebol, que em sua essência está repleto de craques, todos têm habilidades extraordinárias quando isolados, mas nunca jogaram juntos. Qual é o trabalho do líder?

(Pense um pouco...)

A resposta é: usar com maestria as habilidades individuais para produzir efeito em grupo.

A verdade é nua e crua: um jogador de futebol com habilidades extraordinárias, antes da presença de um líder na sua vida, é apenas um gigante solitário.

O que acontece nas empresas? A mesma coisa.

Quantas vezes escutei a seguinte frase: “Só precisávamos de um líder”. Sinceramente? Perdi as contas...

O líder tem em seu DNA a capacidade e a habilidade de extrair o melhor das pessoas. O líder não faz milagres, seu papel não é endireitar pau torto ou corrigir os rebeldes sem causa, aqueles que nasceram do lado avesso. Ao contrário, o líder trabalha com pessoas que tem algo a compartilhar e entregar.

Por falar nisso, empresas demitem bons líderes porque ambicionam salvar aqueles que até Deus já pulou fora. A empresa fica do lado do colaborador, exatamente do lado daquele colaborador que já foi o responsável pela demissão dos últimos cinco líderes. E, todo aquele marasmo de resultados e a aterrorizadora instabilidade que acompanham a empresa, continuam a assombrar ela, desta vez com mais poder de devastação.

A verdade é que a empresa abriu as portas para o demônio e o convidou para entrar. E, uma vez feito isso, o caos e a recessão estão instalados. É como dar superpoderes para uma pessoa imatura. Você não precisa ser cartomante ou vidente para ter certeza do que vai acontecer em um curto período de tempo, certo? É tão previsível quanto andar a pé na chuva e se molhar.

As empresas criam os seus próprios demônios, quando:

a) Elegem os macacos para cuidarem do circo (entregam o poder para pessoas despreparadas).
b) Permitem que os lobos cuidem das ovelhas (concedem o poder para pessoas de má índole).
c) Confundem amizade com liderança (acham que bons amigos são bons líderes).
d) Criam laços de parceria com pessoas erradas ou empresas erradas.
e) Não sabem impor limites.
f) Não cortam o mal pela raiz.
g) Não tem regras claras e bem definidas.
h) Não investem em treinamento adequado.
i) Investem em treinamento inadequado.
j) Não separam os extraordinários dos outros.
k) Não viabilizam um Programa de Retenção de Talentos (PRT).
l) Não desafiam o seu time com inteligência.
m) Não aprendem com os próprios erros.
n) Não aprendem com os erros da concorrência.
o) Não possuem um processo criterioso de recrutamento, seleção, entrevista e contratação de pessoas.
p) Permitem que as pessoas menos comprometidas com o propósito da empresa resolvam problemas e criem soluções.
q) Não tem ouvidos dentro da empresa.
r) Não tem ouvidos fora da empresa.
s) Não criam indicadores para medir a produtividade individual, do grupo e também o ambiente.
t) Não antecipam o problema.
u) Negligenciam aquilo que não podem controlar.
v) Querem ajudar quem não quer ajuda.
w) Acreditam que todo mundo tem salvação.
x) Não conseguem formar profissionais de qualidade.
y) O ritmo de mudança fora da empresa ultrapassa o ritmo de mudança dentro da empresa.
z) Quando sonegam a própria realidade.

Sabe quando uma empresa começa a “comer o pão que o Diabo amassou”? Ou então quando uma empresa começa a enfrentar uma maré de dificuldades e problemas crescentes? Ou ainda, quando uma empresa não consegue mais reagir em tempo a problemas que estão consumindo ela?

Pois bem, é neste momento que um líder pega a bola e define o jogo. Tudo aquilo que uma pessoa comum enxerga como problema, um líder enxerga como desafio, ou, pelo menos, sabe isolar o problema e decifrá-lo. Na verdade, um líder sabe quando está lidando com um problema e quando está lidando com um desafio. E, um líder sabe o que fazer quando encontra um problema ou quando está diante de um desafio. E, isso, faz toda diferença!

A sua empresa pode estar enfrentando inúmeras dificuldades hoje, e, não importa o tamanho dela, seja uma microempresa ou uma multinacional com sede em 60 países, se ela não estiver amparada por líderes audaciosos, comprometidos, inteligentes, maduros, perspicazes, com alto poder de influência sobre os seus liderados, nunca prosperará. Talvez, e bem provavelmente, adentre aquelas épocas de “agora vai dar tudo certo”, mas logo a realidade vem à tona e o que sobra é uma coleção interminável de decepções, frustrações e lamentações que não acabam mais.

A empresa é um organismo vivo que vive sob o comando da mentalidade dos seus líderes. Uma empresa que é pobre em algum aspecto é reflexo direto da pobreza de seus líderes no mesmo aspecto. Da mesma forma que, uma empresa que é rica em algum aspecto é reflexo direto da riqueza de seus líderes naquele aspecto. A empresa é a sombra exata dos líderes que a comandam.

Poderia desejar a você “boa sorte” nesta empreitada, mas você não precisa de sorte, precisa de competência!

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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