Administração do jeito que está é o curso que mata o sonho dos inovadores

Método inovador pretende revolucionar ensino de Administração no Brasil

Publieditorial,

João era um cara extremamente sonhador, um empreendedor nato, daqueles que enxergam o mundo com outros olhos, como um lugar por ser construído e oportunidades por serem geradas ao passo de uma boa idéia criativa e inovadora. Daqueles que não se contentam com um mero emprego e perseguem um propósito maior. Não quer sua existência limitada a nascer, crescer, reproduzir e morrer. Pensa grande, pensa que pode, literalmente, mudar o mundo, como Jobs ou Zuckerberg já o fizeram por meio de seus empreendimentos.
 
Com diversas ideias inovadoras na cabeça, mas sem saber exatamente como colocá-las em um plano prático de negócios, leu a descrição de um curso de Graduação em Administração e não teve dúvidas, esse era o curso que ele precisava, pois dizia que o perfil do formado ia ter desenvolvida a visão sistêmica, liderança, habilidades em marketing, formação de equipes, preços e, o principal, o senso de empreendedorismo, aquele que fazia seu coração pulsar cada vez mais forte. As histórias de sucesso das startups realmente mexiam com ele e estava ansioso para iniciar seu processo rumo ao sonho que carregava.
 
Iniciado o curso, começou a encarar uma realidade que não esperava. A maioria dos professores literalmente reproduziam conteúdo de livros, alguns que ele já lera, e chegavam nas “provas” solicitando literalmente uma nova reprodução daquilo que ouviram em sala de aula. Aulas maçantes com pouca participação, verdadeiros monólogos, em que o docente pouco se importava com seus sonhos e seus objetivos. Fora isso, as disciplinas eram extremamente desmotivantes, com o primeiro semestre recheado de disciplinas fragmentadas. Não suportava o fato de matemática ensinar cálculos sem que houvesse uma verdadeira conexão com o mundo real ou uma aplicabilidade do conteúdo na montagem de algo prático. Em verdade, sentia que o mundo entre os muros da universidade literalmente havia parado no tempo. Temas atuais ficavam de lado e conteúdos extremamente arcaicos, tanto na sua forma de abordagem quanto na sua essência, faziam com que sua presença ali ficasse cada vez mais sem sentido.
 
João tentava manter a chama de seu sonho acesa. Havia alguns docentes que eram joias raras e travavam pequenas batalhas silenciosas contra o modelo antiquado e é graças a esses heróis velados que João perseverou no curso de graduação e tirou seus maiores aprendizados.
 
Mas era inevitável. De negativas em negativas João foi se adequando ao sistema e gradativamente seus sonhos foram substituídos por uma certa “mediocridade”. De repente, viu-se fazendo algo que não acreditava e não gostava, mas era o suficiente para ele e para todos que o rodeavam.
 
Hoje, João se soma aos milhões de zumbi-trabalhadores, aqueles que vivem uma realidade totalmente distante da que sonhavam, sentem-se seres incompletos, mas que se completam com antidepressivos, afinal é necessário um remédio para curar a alma, quando sua essência está distante de sua realidade.

João tinha o sonho de ser empreendedor e ter o próprio negócio. Mas o exemplo dele se estende facilmente para qualquer sonho de vida dos futuros administradores brasileiros, como se tornar um executivo de banco ou um grande estrategista em uma consultoria internacional. O sistema educacional funciona como uma grande máquina onde o input é “pessoas diferentes com sonhos diversos” e o output “pessoas parecidas com competências iguais”. Não há respeito pela individualidade no processo atual.
 
Essa história ressalta o fato que temos um sistema educacional que cria essas criaturas, preparando alunos apenas para serem mais uma engrenagem de um sistema já posto (baseados nos preceitos da Revolução Industrial). Sistema esse que não precisa de criadores que mudem a situação, apenas de criaturas que mantenham a engrenagem girando. Ensinamos os líderes do futuro com o conteúdo do passado, esperando que possam nos trazer mais esperança. Existe um contrassenso nesse sistema, não é mesmo?
 
Esse cenário não pode continuar se repetindo. E se depender de um grupo de professores de uma Faculdade de Administração de São Paulo, essa história não será a mesma. Focados em criar um sistema de ensino superior realmente disruptivo e que fizesse sentido para os tempos atuais, desenvolveram um sistema que delega total autonomia para o aluno montar sua própria grade, escolhendo o quê, quando e como vai estruturar seu currículo acadêmico, de maneira totalmente flexível, que se adapta ao momento de vida do aluno e permite correções de rota de acordo com suas necessidades profissionais.  Um modelo onde o aluno possui liberdade para escolher o que vai estudar, o que ele deseja se tornar e quais competências deseja desenvolver.
 
O curso visa trazer os projetos individuais dos alunos para dentro da sala de aula, incentivando o empreendedorismo e apresentando conteúdos extremamente relevantes e atualizados, que potencializam o verdadeiro administrador do século XXI, que será o líder dos próximos anos, pensando em construir o futuro já na sala de aula. Esse novo sistema acadêmico se chama Blox e foi desenvolvido pela FAPPES – Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior, uma Escola de Negócios localizada na cidade de São Paulo.

Ao longo dos 4 anos do curso, o aluno trilhará sua própria jornada através das áreas de conhecimento estabelecidas pelo MEC que são: Básico, Técnico, Quantitativo e Complementar. Há dezenas de opções diferentes de disciplinas (que nesse modelo são chamadas de “blox”) em cada uma delas. O aluno possui autonomia para traçar seu próprio caminho.

Cada blox dura 8 semanas traz assuntos sempre específicos e atualizados, disciplinas genéricas como “Marketing I” agora dão lugar assuntos como “Digital Marketing” ou “Empresas são de Marte e consumidores são de Vênus” (que explora exemplos de como as empresas ignoram os consumidores no momento de conceber seus produtos e serviços). Além disso, conta com elementos gamificados como ícones para as Competências e Perfil, que busca auxiliar os alunos nas escolhas dos assuntos. A cada semestre, o aluno cursa 10 blox diferentes. Veja vídeo explicativo:

Em entrevista, o Prof. Ms. Leandro Berchielli, Diretor Geral da FAPPES, afirma que o “sistema arcaico de ensino simplesmente não combina com a dinâmica atual do mercado de trabalho e com as gerações Y e Z, que estão acessando as faculdades atualmente. Essas novas gerações não assistem mais a uma programação imposta pelas emissoras de TV, elas gostam de escolher o que querem assistir no Netflix ou YouTube”. Estamos vivendo uma revolução em nossos comportamentos, impulsionados pela tecnologia, e é nesse contexto que as novas gerações devem ser preparadas.

Questionados sobre os próximos passos sobre o sistema Blox, o diretor da FAPPES informou que estão preparando um "dashboard", onde o aluno poderá consultar diversas estatísticas em tempo real quais áreas e competências está desenvolvendo e quais outras que precisa se aprofundar, para cumprir tanto o percentual obrigatório para seu curso quanto seu objetivos de carreira pré-estabelecidos. Saiba mais sobre o Blox em http://fappes.edu.br/blox

Redação: Quais cursos estão contemplados nesse sistema acadêmico?

Leandro Berchielli: A FAPPES é focada no ensino de negócios. Os cursos de Administração e o programa Futuro Executivo são os carros-chefes da casa e temos também os tecnólogos em Marketing, Gestão de Processos e Recursos Humanos. Além disso, acabamos de redesenhar nossa pós-graduação e desenvolvemos o Certificate in Management também com o sistema Blox.

Redação: Como surgiu a ideia do Blox?

Leandro Berchielli: A FAPPES sempre foi uma escola de negócios inovadora, sempre buscamos fazer diferente o que há séculos era feito igual. Tendo isso em nosso DNA, buscamos redesenhar o currículo da Graduação e Pós-Graduação de maneira modular e baseada em créditos, mas acabamos indo muito além com o Blox. A incorporação do desenvolvimento de competências e da metodologia de ensino ativo fez toda a diferença. Por exemplo, no blox “Digital Marketing” os alunos aprendem na prática, ao longo de 8 semanas, a criar campanhas performáticas no Google Adwords e Facebook Ads com verba de patrocínio da própria instituição.

Redação: Esse sistema é permitido pelo MEC?

Leandro Berchielli: Sim, plenamente. O Blox é o resultado de meses de pesquisa e desenvolvimento de um projeto de um sistema acadêmico que mudasse os preceitos atuais da educação mas que também obedecesse à risca as DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais) do MEC, que por sinal são extremamente modernas e subutilizadas na maneira que as faculdades operam atualmente. As DCNs, por exemplo, são focadas em desenvolvimento de competências e não em absorção de informação e conteúdos e trazemos isso integralmente. Além disso, prevemos e destacamos em cada blox qual a área do conhecimento e área funcional aquele tema se encaixa. Com o Blox, estamos mais de acordo com as diretrizes curriculares do MEC do que estávamos com o modelo tradicional seriado.

Redação: E se o aluno não souber quais disciplinas (ou “blox”) escolher?

Leandro Berchielli: Cada blox possui um ícone próprio, que visa facilitar e guiar a escolha do aluno a partir das características dele. Caso necessite de auxílio para escolher, ele pode questionar a coordenação de curso e pedagógica ou o pode abordar próprio docente sobre o blox oferecido. Muitos de nossos alunos realizam sessões individuais de coaching dentro da instituição, o que fortalece muito no estabelecimento de seus objetivos pessoais e a identificação de quais blox melhor se enquadram para chegar lá.

Redação: Quais as maiores diferenças o Blox para os sistemas tradicionais?

Leandro Berchielli: penso em 4 pontos principais: (1) O protagonismo do aluno ao poder escolher e montar a própria grade; (2) O protagonismo do docente, pois é ele quem elabora, de acordo com suas melhores competências, a ementa do Blox, não é imposto pela FAPPES; (3) A capacidade do aluno poder se “especializar” em uma área durante a graduação, trazendo muito mais relevância e produtividade para o tempo que ele dispende na graduação; (4) Aumento do network dos alunos, ao não ficarem anos “aprisionados” sempre com os mesmos colegas. Ao agrupá-los por assunto e não por semestre, a troca de experiências é muito mais rica. Já ouvimos relatos de alunos que conseguiram emprego e que foram chamados para executarem novos projetos graças a essa expansão da rede de contatos.

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#54
Um panorama da Administração no Brasil
Neste episódio, Leandro Vieira conversa com Wagner Siqueira, presidente do Conselho Federal de Administração.
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