Grupo Catho busca aumentar eficiência de seu site de vagas

Prestes a completar dez anos de atuação em prestação do serviço de classificado de empregos eletrônico, o Grupo Catho está intensificando os meios de medir a eficiência de seu portal de internet. Em entrevista exclusiva ao DCI, o diretor-geral da Catho Online, Adriano Arruda, afirma que hoje o portal representa 80% do faturamento da empresa, que no ano passado chegou a R$ 57 milhões.

No entanto, a fatia mais lucrativa do negócio foi vendida, no ano passado, ao fundo americano de private equity Tiger Global Management, por R$ 50 milhões. Apesar da venda, a Catho Online continua sendo administrada pelo grupo Catho.

O fundo, que investe em negócios promissores para depois abrir seu capital, administra recursos de 1,8 bilhão de dólares e também comprou, na mesma época, a parte on-line da consultoria de Recursos Humanos Manager, que não revela os valores da transação e também reforça que a administração do site continuará independente do fundo.
Arruda afirma que 300 mil pessoas acessam o site por dia, em busca de algumas das 180 mil vagas que o site promete oferecer diariamente. Para avaliar o sucesso da ferramenta entre os seus usuários, a Catho realiza uma enquete com os assinantes para verificar se conseguiram um novo emprego através do site e afirma que registra uma média de 4 mil depoimentos favoráveis por mês.

“Saber quantas pessoas conseguiram arrumar emprego através do site é um parâmetro muito importante para nós. Mas muitos assinantes arrumam um emprego e não cancelam sua assinatura, por quererem saber como está o mercado ou por não saber se o novo emprego vai dar certo. Nós só temos os registros efetuados nos cancelamentos, mas tentamos mapear da melhor forma possível”, diz.

Os assinantes são a principal fonte de receita do site, já que as empresas podem anunciar quantas vagas quiserem, gratuitamente. A assinatura mensal custa R$ 60 para profissionais e R$ 30 para estagiários, e a Catho Online afirma ter 100 mil empresas cadastradas para a divulgação de vagas. Grande parte das vagas disponíveis são de empresas médias e voltadas para o preenchimento de cargos de média gerência (supervisores, gerentes, analistas, profissionais especializados). “Temos a preocupação de saber se as vagas realmente existem, se as empresas estão chamando as pessoas para entrevistas. Para isso, realizamos uma auditoria, através da realização de cadastro”, ressalta. Para cadastrar uma vaga, a empresa deve fazer um registro, informando seu CNPJ e telefone. De acordo com Arruda, uma equipe da Catho liga para a empresa e verifica se os dados são verdadeiros.

Além da Catho Online, o grupo oferece serviços de recolocação profissional de executivos e faz recrutamento e seleção de profissionais, através da Divisão Case Consulting e conta com mais três empresas coligadas: Acquisition Consultants, de consultoria em aquisição e venda de empresas, Lettershop, para serviços de marketing direto e promoção e ACPI, de assinaturas e comercialização de publicações internacionais.

“O Grupo Catho oferece serviços diferentes. Continuamos com os serviços offline, em nossos escritórios, oferecendo consultoria em recrutamento e recolocação profissional. Já o website, hoje, é, literalmente, um grande classificado de vagas na Internet. Além de oferecer, ele dispõe de uma série de ferramentas, como o cadastro que permite o envio de currículos e disponibilizamos uma consultoria on-line, com dicas de como fazer um currículo, como procurar emprego, além de cursos”, explica Arruda, que há dez anos atrás foi contratado para desenvolver a Catho Online.

Trajetória
Em 1997, quando a Internet estava surgindo no Brasil, o recém-formado engenheiro de computação Adriano Arruda foi contratado por Thomas Case, fundador da consultoria de Recursos Humanos brasileira Catho para criar o website da empresa. Voltada a recolocação de executivos no mercado de trabalho, a consultoria havia sido criada em 1977 pelo norte-americano que, ao se mudar para o Brasil a trabalho, acabou sendo demitido.

“O Thomas Case é muito empreendedor e, naquela época, ele já tinha a visão de que Internet, recursos humanos, recrutamento e currículo tinham tudo a ver”, comenta Arruda, prestes a completar dez anos de trabalho na empresa. “Na época, eu fazia tudo: desenvolvia o projeto, fazia a programação do site, atendia o telefone. Havia menos de dez funcionários. Depois de dez anos, temos umas 600 pessoas trabalhando na Catho Online. E o que trouxe todo esse sucesso e alavancou os negócios, foi o fato de que a Internet substituiu o currículo de papel pelo arquivo digital. Com as buscas através do banco de dados, as empresas encontram o seu currículo”, conclui.




Compartilhe



Mais notícias

Leia mais notícias

Comentários



Quem você acha que ganhará a "guerra" dos leitores eletrônicos (e-readers)?

A Amazon seguirá líder com o Kindle.
A Apple, com o IPad.
Outra empresa.
Não sei.




apoio CFA Angrad Fenead ADM Shop
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.