A Puras do Brasil, especializada em refeições coletivas, já sentiu no seu caixa o impacto da alta mundial dos alimentos. Para lidar com a inflação, a empresa abriu duas linhas de atuação. Com os clientes, trabalha na renegociação de contratos – solicitando adiantamento dos reajustes anuais, que chegam a 20%. Na relação com os 150 fornecedores ativos, o caminho tem sido comprar volumes maiores e estocá-los para o restante do ano.
Segundo Gazzola, a companhia vem eliminando desperdícios de produção e tentou equilibrar pratos baratos e caros nos mesmos cardápios. No entanto, como a alta dos preços mundiais dos alimentos atingiu praticamente todos os produtos, a estratégia mostrou-se inviável. “Não há muita inovação a se fazer diante de uma crise destas”, explica ele. “A única saída é apertar os custos, reduzindo-os de qualquer forma”, complementa.
No Brasil, os produtos da cesta básica, de acordo com levantamento do Dieese, tiveram aumento médio entre 30% e 40% somente nos últimos doze meses. Os habitantes de Florianópolis, por exemplo, tiveram que desembolsar 42% a mais para pagar pela mesma quantidade de mercadorias do pacote.