Falar de inovação, hoje, não é mais novidade, mas uma necessidade. Sem ela é difícil crescer, se destacar, driblar os concorrentes e manter-se atuante em qualquer segmento. Com as Universidades não é diferente. Ainda mais em tempos de tanta concorrência e demanda. E com um detalhe muito particular: lidar com um produto tão precioso como a educação.
É por isso que a CM Consultoria, empresa de Marília, SP, que atua na área acadêmica privada desde 1988, organizou um seminário especial para discutir o assunto com consultores, gestores e pesquisadores - "O Desafio da Inovação na Universidade" - que será realizado nos dias 21 e 22 de agosto, no Hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo.
Este não é o primeiro evento realizado pela empresa e nem o único a falar de Inovação, mas é o primeiro a focá-la como tema principal. "Em qualquer área de atuação, na Universidade - Financeira, Marketing, Metodologia Pedagógica, Estratégias, Administração - é importante estar à frente, buscar novas possibilidades, aprimorar os processos", ressalta o presidente da CM, Carlos Antonio Monteiro. "É imprescindível inovar".
Para alicerçar suas palavras, o professor saca alguns números. "De 1996 a 2005 passamos de 709 IEs privadas para 2300, ou seja, o crescimento foi de 200%. A demanda era represada e a competição se acirrou rapidamente. Por isso, é importante melhorar a performance o tempo todo. É necessário reestruturar as IES e imaginá-las como um todo, integrando todos os processos". Foi assim que ele criou um projeto inovador, lançado no ano passado, ao qual deu o nome de Reimagine, que tem norteado seus últimos seminários, incluindo este último.
"Reimagine é uma proposta de intervenção sistêmica e não apenas acadêmica", explica Monteiro. O objetivo, segundo ele, é aprimorar a qualidade da atuação das IES, baixando seus custos em 40% a 50%. Com a "benção" da Inovação, claro. "É preciso reposicionar a escola, levar o espírito inovador para as estratégias de planejamento, de finanças, pensando sempre no futuro. A idéia é tranformar as IES em agentes de Inovação. Foi isso o que detectamos ao longo destes anos: a necessidade de orientar os gestores para uma nova atuação". E ele ainda ressalta um outro aspecto: geralmente, quando se fala em Inovação pensa-se em tecnologia, mas nem sempre é preciso lançar mão da tecnologia para inovar. Deve-se saber inovar levando em conta o ambiente e o público para o qual se trabalha, às vezes até com recursos muito simples. É tudo isso o que a CM propõe discutir no Seminário com seus palestrantes e ouvintes. Será um encontro múltiplo em conhecimento e origem. A platéia terá participantes de cidades diversas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, entre outros.