Ações de bancos sob holofote

A união entre Itaú e Unibanco coloca as ações do setor bancário sob holofotes. Para quem quer participar, como acionista, da negociação que criará o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul pode ser uma oportunidade - mas como escolher qual ação dentre os nove papéis relacionados às duas instituições financeiras? Estabelecida a relação de troca entre eles, analistas recomendam aos interessados primar pela liquidez, ou seja, pela relativa facilidade de converter as ações em dinheiro vivo.

Constam no pregão da Bovespa ações ordinárias e preferenciais do Itaú (ITAU3 e ITAU4); ordinárias e preferenciais da Itaú S/A (ITSA3 e ITSA4), controladora do banco; ordinárias e preferenciais série B da Unibanco Holdings (UBHD3 e UBHD6); ordinárias e preferenciais do Unibanco (UBBR3 e UBBR4); e units do Unibanco (UBBR11), conjunto de uma preferencial do banco e uma preferencial da holding.

“A partir do momento que soube qual seria a relação de troca entre as ações, o mercado a precificou rapidamente. Com isso, os papéis estão mais ou menos ajustados”, afirma o analista da corretora SLW Pedro Galdi. Fica um pouco mais difícil encontrar papéis que tenham um desconto grande e vantajoso, que pudesse proporcionar um ganho excepcional. “Por isso, talvez o melhor seja estar posicionado nas ações preferenciais do Itaú. São as que têm maior liquidez (as mais negociadas) e, na efetivação, o investidor trocará uma ITAU4 por uma ação da nova empresa.”

Relação de troca


De acordo com o comunicado divulgado pelos bancos ontem, a relação de troca terá como base as ações do Itaú. Assim, na nova empresa – a Itaú Unibanco Holding – cada 1,7391 unit do Unibanco representará uma ação preferencial do Itaú. Uma ordinária do Itaú corresponderá a 1,1797 ordinária do Unibanco e 1,1797 ordinária da Unibanco Holdings. Uma preferencial do Itaú corresponderá a 3,4782 preferenciais do Unibanco e 3,4782 da Unibanco Holdings.

A partir desta relação de troca e com base nos fechamentos de ontem e de sexta-feira das ações, o analista da corretora Concórdia Eduardo Kondo afirma que ainda há descontos em alguns papéis do Unibanco frente aos seus correspondentes do Itaú – o que não significa que sejam as melhores opções. “As ordinárias do Unibanco ainda têm um desconto de 21,5%. Deveriam estar valendo R$ 19,96, mas fecharam cotadas a R$ 16,07”, afirma. Da mesma forma, o desconto nas preferenciais, que encerraram a segunda cotadas a R$ 16,43, é de 9,9% - seu preço deveria ser de R$ 7,80.

No caso das units, o desconto está em apenas 4,1%, segundo Kondo. As ações fecharam ontem a R$ 14,97, quando deveriam estar valendo 15,58. “A tendência agora é de que as units do Unibanco e as preferenciais do Itaú fiquem relativamente muito próximas”, afirma. O desconto registrado nas outras decorre justamente do ponto chave da decisão de compra: a liquidez. “Os outros papéis são menos negociados e por isso têm um desconto. O mercado exige um preço menor por conta da baixa liquidez”, explica.

Enquanto foram contabilizados ontem quase 11.700 negócios com as units do Unibanco, as preferenciais geraram pouco mais de 730 operações e as ordinárias, nem 350. No caso das ações da holding do banco, elas nem chegaram a ser negociadas. Perto de 16.900 operações foram feitas com as preferenciais do Itaú, frente a menos de 200 com as ordinárias. “Todas as ações vão acabar entrando na relação de paridade estabelecida pela união. Mas optar, por exemplo, pelas ordinárias do Unibanco tende a deixar o investidor muito preso”, avalia o analista da corretora Alpes, Fausto Gouveia. Para o investidor não correr o risco de, mais tarde, querer vender as ações e não encontrar comprador para elas, Gouveia recomenda as ações preferenciais do Itaú e as units do Unibanco para os interessados em participar do negócio.



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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

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A economia não irá se recuperar em 2009.





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