O mês de maio foi de crescimento para o varejo. Segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), o setor teve alta de 5,1% no referido mês em relação ao mesmo período de 2011, devido ao aumento da rede de lojas, já que o aumento no conceito mesma loja foi negativo de 2,81%. O Índice Antecedente de Vendas do (IAV-IDV) prevê que entre os meses de junho e agosto, este aumento estaria entre 0,05% e 2,51%. O IAV-IDV é uma pesquisa mensal realizada com associados do IDV. Para junho, os varejistas também estimam alta nas vendas de 8,2%. Esta previsão aponta para números acima dos apresentados nos meses de março, abril e maio, e a expectativa é de que o volume de vendas chegue a 9,8% em julho e 10,8% em agosto. “O crescimento das vendas do varejo no último mês sustentou-se, essencialmente, na expansão das redes de lojas e pela introdução de novos produtos. Portanto, reflete a perda de ritmo de crescimento da atividade econômica, já que desde o final do ano passado, o cenário econômico tem se mostrado inconstante. O panorama econômico foi bastante movimentado nas últimas semanas e confirmou a preocupação do governo com esta desaceleração da taxa de crescimento da economia, confirmada pelo anúncio do PIB, que mostrou uma alta tímida de apenas 0,2% no primeiro trimestre de 2012 sobre os três últimos meses de 2011”, analisa o presidente do IDV, Fernando de Castro. A aceleração das vendas totais do varejo (incluídas as novas lojas) a partir de junho é observada em todos os segmentos, em especial nos de bens não duráveis e duráveis. A primeira categoria deve apresentar forte aceleração, com alta de 7,6% em junho. Da mesma forma, para os meses seguintes, observa-se que o segmento estima desempenho excepcional, com taxas na casa dos 15% para julho e agosto. Vale lembrar que este segmento tem o maior peso nas medições do IBGE e contribui com cerca de 40% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio. O varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos e material de construção) aponta alta de 9,7% para junho, enquanto para os meses subsequentes as taxas de crescimento devem ficar em 9,2% e 10,7% em julho e agosto, respectivamente, graças à contínua expansão da oferta de juros, somada às medidas de queda da taxa de juros ao consumidor pelos bancos, acompanhando o movimento dos bancos estatais. Já o setor de bens semiduráveis (como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos) estima um desempenho mais comedido para os próximos meses. Devido à expectativa do Dias dos Namorados e, em menor escala, à chegada do outono/inverno, as vendas devem ter expansão entre 8,2% e 8,9% de julho a agosto. Em junho, o crescimento, segundo o IAV-IDV, deverá ser de 7,8%.