Aéreas podem ser forçadas a converter atrasos em milhas para o passageiro

03 de julho de 2008 às 10:41
Mesmo sem ter implementado as medidas tomadas durante a crise aérea de 2007, o governo anunciou nesta quarta-feira (3) novas mudanças para o setor. O Ministério da Defesa irá apresentar ao presidente Lula uma proposta para criar compensações para passageiros de vôos atrasados da avição civil.


Entre as sugestões em estudo, as companhias teriam que converter atrasos em milhas para o passageiro.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ainda que planeja estimular as viagens internacionais na América Latina. Ele pretende reduzir ou até eliminar a taxa de embarque, que pode chegar a 36% do preço da passagem.

Também serão criados incentivos para empresas regionais. O governo estuda impedir a concorrência em trechos pouco rentáveis e buscar apoio com os governadores para reduzir tributos, como o ICMS.

Em dezembro de 2007, durante a crise aérea, o índice de vôos atrasados (em uma hora ou mais) era de quase 15%. No mês passado, esse índice caiu para 6%. Para o governo, é resultado da nova política do setor aéreo.

Mas nem todas as medidas anunciadas no auge do caos foram executadas e algumas estão esquecidas: a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana, foi considerada tecnicamente inviável; a construção do terceiro aeroporto de São Paulo ficou para depois; a proibição das conexões em Congonhas foi suspensa; e a reforma do aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 95 km da capital paulista, ainda está em fase de licitação.

URL :: http://www.administradores.com.br/noticias/aereas_podem_ser_forcadas_a_converter_atrasos_em_milhas_para_o_passageiro/15818/