A agência de classificação de risco canadense DBRS elevou nesta quarta-feira (28) a nota de crédito da dívida soberana brasileira para a categoria de grau de investimento. O rating foi elevado de BB+ para BBB- e a perspectiva foi alterada de positiva para estável.
Com a elevação, a agência se junta à Standard&Poor's e às agências de rating japonesas JCR e R&I, que também já colocam a dívida pública brasileira dentro da categoria de país com baixo risco de inadimplência.
Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a elevação é positiva porque confirma a expectativa do mercado de que a Fitch Ratings e a Moody's façam a elevação da nota brasileira, já que as duas agências são maiores que a canadense e as japonesas.
"Vai ficar muito difícil para elas não darem (o investment grade ao Brasil). A Fitch e a Moody's são sempre reativas. Esse novo anúncio mantém acesa a chama da expectativa no mercado", diz.
Para o professor de finanças do Ibmec São Paulo Alexandre Jorge Chaia, a percepção do investidor que já está dentro do país ou do público comum não deve mudar com a obtenção do grau de investimento pela agência. Segundo ele, a grande vantagem é para os investidores que ainda não operam no Brasil.
“Quando duas agências validam um ‘rating’, o país atinge um nível diferente, superior”, afirma. “Se essa agência fizer parte do portfólio que um fundo utiliza como referência, isso torna o Brasil elegível a investimento desse porte.”
Para ele, o fato de a agência ser desconhecida não é um prejuízo. “[O grau de investimento] é um benefício a mais.”