Alinhamento dos negócios às estratégias: um exercício do óbvio

Por Eduardo Nalon - A busca pela lucratividade das empresas, voltada ao aumento de performance, já passou pelas fases de otimização por tecnologia, corte de funcionários e redução de custos, isto é, pela busca do ganho evidente. Agora, faz-se necessário um planejamento que inclua a adoção de metodologias para se atingir ganhos sólidos em eficácia, aprimoramento significativo dos processos e evolução do nível de maturidade empresarial dos colaboradores.

Após a definição do planejamento estratégico, todos os executivos que estão na direção das empresas, constantemente, encontram-se frente ao desafio de alinhar os negócios às estratégias. Essa difícil tarefa pode ser dividida em duas etapas: a elaboração e aprovação do plano de ação e a adesão dos colaboradores para implementação do mesmo.

O convencimento da diretoria se dá pela transparência das informações e apresentação de indicadores. Por outro lado, a adesão dos colaboradores trata-se de uma etapa mais complexa e deve contar com a participação ativa das áreas de apoio: assessoria de planejamento, recursos humanos e TI para a comunicação clara dos objetivos, benefícios e formas de se aplicar as estratégias.

A diretoria ou a assessoria de planejamento encarrega-se de orientar as gerências sobre os novos rumos por meio de planos de ação. Essas, por sua vez, devem fazer com que as suas equipes compreendam sua importância nos projetos e processos envolvidos, e não somente nas funções departamentais. O papel de recursos humanos, hoje, tipicamente restrito a ações de treinamento e motivação dos colaboradores, deveria alinhar-se às tendências da estratégia, com adoção de planos de desenvolvimento, alinhamento de competências e identificação do nível de maturidade empresarial.

Quanto à missão de TI, vale salientar que não se restringe apenas a automatização. Ela deve ser compreendida como um fator colaborativo para a disseminação das estratégias, por interferir nos processos de fornecimento de produtos ou serviços da empresa e, por isso, estar pronta e capaz de apoiar as principais iniciativas dos negócios, oferecendo alternativas em processos para esta disseminação nas demais áreas da empresa.

Dentro dessa nova realidade, surge para a TI um conceito de alinhamento, o ITIL. Esse conjunto de melhores práticas para o gerenciamento da Tecnologia de Informação traz, por meio de experiências testadas e catalogadas, os melhores processos a serem implementados. É uma forma segura de se estruturar o ambiente organizacional, alinhando-se processos, pessoas e ferramentas com as estratégias da empresa. Não desconsiderando a governança de TI e o COBIT, a ITIL prepara a base para o alinhamento total da companhia.

Quando, por essa implementação, a TI elevar o nível de maturidade, de competência e de habilidades dos seus colaboradores, esses entenderão que seus clientes são os colaboradores das demais áreas da empresa. Assim, a comunicação das estratégias será apoiada na própria TI, bem como nos seus próprios colaboradores.

Isso tudo não se trata de mágica e, sim, um simples exercício do óbvio. Certamente, uma evolução que requer maturidade, cultura e decisão da empresa, mas que pode ser alcançada. Os resultados não serão imediatos, como gostariam os executivos ansiosos, no entanto, serão significativos e mensuráveis como exigidos.

* Eduardo Nalon é diretor da Advanced Resources.








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A economia não irá se recuperar em 2009.





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