América Latina procura formas para fortalecer a competitividade

Os países da América Latina debateram hoje a maneira de fortalecer o comércio e a competitividade da região no primeiro Fórum de Competitividade das Américas.

"Os Estados Unidos levantaram o tema como ajudar os países latino-americanos a não perder mais empregos na região e aumentar sua produtividade e competitividade", disse hoje Andrés van der Horst, fundador do conselho nacional de competitividade para a República Dominicana, em entrevista telefônica à agência Efe.

No fórum, realizado por proposta do secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutiérrez, participaram mais de 500 representantes de Governos de países da América Central, América do Sul, Estados Unidos e Canadá e líderes do setor privado e acadêmico.

A intenção deste fórum, segundo Van der Horst, é que os países latino-americanos compartilhem práticas e conhecimentos com os EUA para potencializar o desenvolvimento na região.

Para isso, os presentes, entre os quais se encontravam Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, fizeram um acordo para se concentrar na educação, as energias renováveis e sustentáveis, as pequenas e médias empresas e o desenvolvimento institucional.

"Com o desenvolvimento tecnológico e as inovações podemos nos integrar no mundo e conseguir o desenvolvimento integral dos habitantes da América Latina", afirmou van der Horst.

Acrescentou que este desenvolvimento também se baseia na competitividade do setor público e privado, que devem colaborar para que a América Latina experimente uma "abertura global".

"Vemos uma liderança no setor privado mais audacioso, consciente das necessidades de investir em educação, inovação, desenvolvimento e sustentabilidade do meio ambiente", comentou acerca do aumento do papel da empresa privada na América Latina.

No entanto, o dominicano assinalou que esta região é a que tem menos investimento internacional e menos desenvolvimento, já que as exportações crescem, mas os investimentos se deslocam para países emergentes da Ásia, como China, Vietnã e Índia.

"Este fórum serviu para ver as lições aprendidas e melhorar o comércio do ponto de vista das ameaças que representam países como a China, que depende de uma manufatura simples", assinalou.

Van der Horst, autor do livro "Competitividade, desafio global para o desafio local", apontou a necessidade de unir os esforços entre todos os países latino-americanos para conseguir aumentar a competitividade.





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