Ampliação da licença maternidade tende a criar uma sociedade ainda mais machista, diz consultor
29 de agosto de 2008 às 00:03
Da redação: www.administradores.com.br
O projeto aprovado pelo Congresso e que está para ser sancionado pelo presidente Lula ampliando a licença-maternidade de quatro para seis meses vai pesar contra as mulheres, principalmente as jovens, na hora da contratação , afirma o consultor de recursos humanos Cláudio Moraes, diretor da D”Moraes Recursos Humanos, do Rio de Janeiro.
De acordo com a proposta, as empresas poderão, voluntariamente, conceder licença maternidade de 180 dias. Em compensação, terão o direito de descontar no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica o valor integral dos salários pagos à trabalhadora pelos dois meses a mais que ela ficar cuidando do filho recém-nascido.
“A aprovação desse projeto vai atrapalhar bastante na hora de contratar uma mulher, principalmente aquelas jovens , com sonhos de ser mãe ou recentemente casadas. No critério desempate, no processo de seleção, será um fator pesado contra as mulheres - declara Cláudio Moraes”.
Ele acha ainda que quando o projeto for sancionado o número de mulheres com carteira assinada vai diminuir e que certamente haverá contratações que proporcionem “uma válvula de escape no já conhecido jeitinho brasileiro”.Para Cláudio Moraes uma mulher que se afasta tanto tempo da empresa geralmente perde a rotina de trabalho e acaba entrando na rotina do lar, “essa ampliação da licença-maternidade tende a criar uma sociedade ainda mais machista”, conclui.
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