Apenas em Brasília e Salvador consumidor sentiu aceleração da inflação

18 de maio de 2007 às 07:00
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou dois pontos percentuais, para 0,32%, na semana encerrada em 15 de maio. A tendência foi verificada em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para elaboração do indicador.

Conforme o estudo, consumidores de Salvador e Brasília sentiram um aumento na perda do poder de compra. Nas localidades, as taxas passaram de 0,40% para 0,65% (uma diferença de 0,25 ponto percentual), e de 0,22% para 0,28% (+0,06 pp), nessa ordem.

Empregado, remédio e gasolina
"Em Brasília o preço da gasolina subiu 5,07%. E lá os combustíveis possuem grande peso no índice porque os moradores utilizam muito o carro", explicou o coordenador do IPC-S, André Braz. Com isso, o grupo Transporte, do qual os preços do derivado de petróleo fazem parte, apresentou variação de 2,65%.

O setor de Habitação apresentou alta de 0,62% no índice. O motivo nesse caso, foi o salário de empregados domésticos diaristas e mensalistas, que subiram, respectivamente, 3,53% e 2,38%. "O grupo Saúde também teve aumento, de 0,83%, motivado pelo reajuste no preços de medicamentos", adicionou Braz.

A Agência Nacional de Saúde autorizou que determinadas fórmulas ficassem até 3,02% mais caras a partir de 31 de março. "Contudo, levantando os dados, percebemos que o impacto ao consumidor veio cerca de duas semanas depois", esclareceu.

Água e luz
Em Salvador, o impacto veio do aumento no preço de duas tarifas públicas: a conta de luz e a de água. Nessa ordem, os aumentos foram de 4,435% e 2,39%. "Foram aplicados reajustes, o que acabou por influenciar no índice", adicionou.

Com isso, o grupo de Habitação, dos quais os dois itens fazem parte, veio com aumento de 1,19% nos preços. Apenas a título comparativo, o segundo maior encarecimento veio de Despesas Diversas, com 0,86%.


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