Área de Compras tem participação de cerca de 50% do valor da receita nas indústrias

O V Fórum Nacional de Gestão de Compras e Suprimentos, realizado nos dia 26 e 27 de agosto, no WTC hotel, em São Paulo , reuniu quase 400 executivos para discutir os principais desafios da área de compras. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Supply Chain (Inbrasc), entidade pertencente à Federação Brasileira de Desenvolvimento Corporativo (Febracorp), o evento apresentou cases exclusivos, que resultaram em importantes ganhos para as organizações.

Fábio Peres Miguel, coordenador de Custos Mercosul da PSA Peugeot Citroën, apresentou alguns resultados da pesquisa realizada pela CAPs Research, que apresenta a representatividade de Compras na receita em alguns setores industriais. Dentre os mais expressivos, estão Químico com 66%, Engenharia e Construção com 65%, Farmacêutico apresentando 60% e a média global, totalizando 48,7% da participação da área no valor da receita. "Com estes dados, é importante concluir a necessidade de desenvolver uma atuação mais estratégica com decisões rápidas e efetivas", analisa o executivo.

Já a MWM International Motores, que possui mais de 360 fornecedores no mundo todo, desenvolveu o Guia de Bolso do Comprador, com detalhes de informações dos fornecedores, como dados de compras anuais, representatividade no faturamento do fornecedor, número de itens, além de avaliações quanto a Logística, Compras e Qualidade.

Outro projeto de destaque foi a Matriz de Maturidade em Compras, realizada pela Sanofi Aventis. Depois de identificar que mais de 60% do valor de todos os itens comprados eram os "indiretos" e que estes eram negociados por profissionais de diversas áreas - geralmente estagiários e assistentes de Marketing, Recursos Humanos e Finanças - a empresa decidiu criar um departamento de compras exclusivo para administrar estes itens, o que se estendeu para toda a América Latina.

Para gerenciar vários países, ao mesmo temo e com diferentes níveis de maturidade, foi criada uma metodologia de avaliação, com a qual foi possível identificar pontos fracos e favoráveis no gerenciamento dos materiais não produtivos. "Determinando alguns critérios de análise e níveis de criticidade conseguimos priorizar determinadas ações", explica o gerente de Compras para a América Latina, Eduardo Multari.




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