A crise do mercado financeiro dos EUA deixa um rastro de destruição de patrimônios financeiros e dos canais de transferência de capitais, com forte impacto nos investimentos em capacidade produtiva e no crescimento econômico dos próximos anos. Na era de globalização, a crise não está restrita ao EUA e se alastra por outras economias, inclusive a do Brasil.
Aqui, a conjuntura era favorável no primeiro semestre, e parecia que teríamos um ano glorioso nos resultados das empresas e na renda dos trabalhadores. Pois a crise – há muito anunciada, mas ignorada – desmontou o ambiente róseo e os empresários hoje já perguntam o que fazer no novo ambiente de muitas incertezas.
Os empresários – e também o governo, embora não confesse – já não sabem quanto vender no próximo ano, nem mesmo no próximo trimestre. E se não sabem quanto vender, a cadeia de produção e estoques é também afetada: quanto precisarão de equipamentos e de pessoal para implementar os valores programados, e as encomendas aos fornecedores, os recursos humanos ou quanto tomar emprestado no Banco para “fechar” o cash-flow? Além disso, como programar e fazer o acompanhar se os dados e análises disponíveis mais tradicionais não consideram a nova fase cíclica e pouco esclarecem sobre o futuro?
Claro, ninguém é pitonisa para andar por aí a adivinhar coisas e fatos que ainda não ocorreram, mas existem técnicas de gestão modernas e atualizadas que produzem informações, com segurança e precisão, de forma a atenderem às questões. Os sinais da fase de desaquecimento – sem dúvida, ampliadas pelo agravamento da crise – já existiam. Vejam, por exemplo, que os sinais do indicador antecedente para as vendas apresentados no artigo O futuro ao passado pertence, também na indústria farmacêutica, dos professores - consultores Cláudio Contador e Paulo Jacobsen, já apontavam em 2007, ou seja, com muitos meses de antecedência - o início da fase de desaquecimento de 2008.
Acertaram, com erro de apenas 0,2 pontos percentuais, o crescimento do PIB do primeiro semestre de 2008. Os Indicadores Antecedentes permitem prever, com razoável certeza, quando as flutuações de vendas, emprego e faturamento devem ocorrer e é adotado pelas empresas de gestão mais sofisticadas, com inegável êxito, a fim de minimizar os riscos e a incerteza dos negócios e as conseqüências de planos mal feitos e pior executados.