Devido à falta de incentivos, micros e pequenos empresários recorrem ao crédito e ao financiamento para investir no seu próprio negócio. Mas apenas uma parte deles busca recursos junto ao mercado. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae mostrou que 57% das empresas estudadas procuram financiamento bancário, enquanto 22% são tomadoras efetivas de crédito.
Por isso, os bancos começaram a avaliar as possibilidades de investir nos micro e pequenos empresários, além de ter como objetivo fidelizar e acompanhar o crescimento desses novos clientes. O mercado de crédito para esse segmento é rentável para ambas as partes.
De acordo com o gestor de comunicação e marketing da ACEB, Fabrizio Quirino, aumentou, de forma significante, o número de carteiras de bancos públicos e privados disponíveis para empréstimos aos médios e pequenos empresários. “Antes, o foco principal de créditos bancários eram as pessoas físicas e aos grandes empresários. Já nos últimos dois anos, tantos os bancos públicos como os privados, passaram a olhar com outros olhos as micro e pequenas empresas”, explica Quirino.
Muitos empresários, por não terem conhecimento das alternativas de crédito que existem, preferem recorrer a opções um tanto mais caras, como é o caso dos cheques especiais e de agiotas. “Tudo isso acontece porque eles mesmos têm receio de tomar crédito no mercado pelo fato de acreditar que irá encontrar problemas com burocracia e com a demora na concessão do crédito”, explica o gestor de comunicação da ACEB.
O micro e pequeno empresário deve tomar consciência que fornecendo o maior número de dados possíveis ao credor facilitará as chances de conseguir o crédito. “Essa informação é muito relevante, porque o pequeno empresário acredita que os bancos não se interessam pelas informações do negócio, o que não e verdade”, conclui Quirino.