Barril da Opep registra alta e sobe para US$ 108,68

O barril do petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) iniciou a semana em alta, ao ser negociado na segunda-feira a US$ 108,68, US$ 0,80 a mais que no pregão anterior.

O barril (de 159 litros) da Opep é calculado com a referência de uma mistura de treze qualidades de petróleo (uma para cada país membro do cartel). Os preços do petróleo se afastaram de seus recordes históricos batidos em julho, acima dos US$ 140 por barril.

Isso é refletido também no fato de que, em agosto, o barril da Opep se situa em uma média de US$ 113,16, contra a média de US$ 131,22 de todo o mês passado.

Pode ter contribuído para a leve recuperação registrada na segunda-feira (18) o relatório do CGES (Centro de Estudos Globais para a Energia, na sigla em inglês), que ontem alertou para a possibilidade de a Opep reduzir sua produção para impedir que o valor de seu barril caia abaixo dos 100 US$.

O conselho de ministros do cartel, que controla cerca de 40% da produção mundial de petróleo, se reunirá no dia 9 de setembro em Viena para avaliar a situação do mercado e reajustar eventualmente o nível de sua oferta conjunta de petróleo.

Ontem, em Nova York, o barril do petróleo cru para entrega em setembro (cujos contratos expiram nesta semana), negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia cotado a US$ 112,87, em baixa de 0,79%. Hoje, às 7h54 (em Brasília), o barril estava cotado a US$ 112,23; até o horário, o preço máximo atingido era de US$ 113,42 e o mínimo, US$ 111,64.

O petróleo chegou a subir ontem refletindo o temor de que a tempestade tropical Fay pudesse se tornar um furacão e atingir as instalações petrolíferas na região do golfo do México. A tempestade atravessou os arquipélagos da Flórida, no extremo sul dos Estados Unidos, sem causar grandes estragos ou deixar vítimas, mas o NHC (Centro Nacional de Furacões, na sigla em inglês) manteve o alerta para furacão na costa oeste da península. O instituto prevê que a tempestade possa recuperar sua força ao atravessar os 170 quilômetros de mar que separam os arquipélagos do continente.


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