As Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira. A preocupação dos investidores sobre a situação da economia global aumentou com a alta do preço do petróleo, que chegou hoje a US$ 117.
O índice geral da Bolsa de Xangai fechou hoje em queda de 3,63%, com 2.431,72 pontos; o giro financeiro do pregão foi de 51,910 bilhões de yuans (US$ 7,584 bilhões). O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou hoje em queda de 2,58%, com 20.392,06 pontos. A Bolsa de Tóquio caiu 0,8%, ficando com 12.670 pontos.
As preocupações dos investidores sobre as duas principais empresas de hipotecas dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, aumento o receio de que a economia dos EUA esteja perto de um período de desaceleração ainda maior, que acabe por afetar a economia mundial.
A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) informou ontem que a economia nos países do grupo perdeu força no segundo trimestre, com crescimento de apenas 0,2%, depois da alta de 0,5% registrada de janeiro a março. O crescimento anualizado do PIB (Produto Interno Bruto) da OCDE ficou em 1,9% no segundo trimestre, contra a taxa de 2,5% observada de janeiro a março, indicou a OCDE em comunicado.
O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro caiu 0,2% em relação ao trimestre anterior, em sua primeira contração desde a criação da área de circulação da moeda comum européia, em 1999. A economia do Japão, por sua vez, recuou 2,4% em termos anualizados no segundo trimestre, a primeira redução em quatro trimestres. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do país caiu 0,6%.
O petróleo, por sua vez, voltou a subir. O contratos para outubro (nova referência) subiram para US$ 117.
"Os exportadores não têm força para continuar a crescer, à medida em que as economias dos EUA e da União Européia ficam piores e o volume de demanda diminui", disse à agência de notícias Reuters o gerente da Nozomi Securities, Takahiko Murai.
As ações de empresas mais ligadas às exportações caíram, com destaque para as perdas nos papéis da Honda Motor, da Samsung Electronics e da Taiwan Semiconductor.
Ontem, a Bolsa de Xangai teve alta de 7,6%, animando os mercados regionais, após a divulgação de uma nota do banco de investimentos JP Morgan, que diz que o governo chinês estaria considerando um plano de estímulo de até US$ 58,4 bilhões, que poderia incluir cortes de taxas e medidas para estabilizar os mercados financeiros e impulsionar o setor imobiliário. A nota do banco não cita as fontes da informação, no entanto.
O diretor da Phillip Securities em Hong Kong, Louis Wong, disse ser improvável que o governo prepare um pacote de ajuda. "Não houve quebras de bancos na China e as instituições bancárias estão divulgando crescimento de ganhos de dois dígitos, então qual a lógica para se criar um pacote de estímulo?", questionou.