Bolsas da Europa vivem novo dia de fortes perdas

As bolsas da Europa voltam a operar sob tensão nesta terça-feira (16), no dia seguinte à crise desencadeada pela quebra do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers.

Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o FTSE-100, de Londres, perdia 3,05%, enquanto o alemão DAX recuava 2,16%. Na França, a queda estava em 2,00%. Na Espanha, o Ibex 35 tinha queda de 1,30%.

Os mercados reagem agora a problemas registrados pela seguradora AIG, que teria mais de US$ 43 bilhões em créditos relacionados aos financiamentos subprime, de alto risco de inadimplência. As ações da companhia perdem cerca de 10%.

Na segunda-feira, a seguradora, cujas ações caíram cerca de 50% no mesmo dia, anunciou um acordo pela qual suas subsidiárias irão emprestar à matriz um total de US$ 20 bilhões para que ela continue operando, graças a uma permissão dada pelo órgão regulador de seguros do estado de Nova York.

O "The Wall Street Journal" informou que AIG deve vender seu braço que opera fundos de pensão e a seguradora americana de veículos. Ela também estaria disposta a colocar à venda sua subsidiária de leasing aeronaves, a International Lease Finance Corp., que financia mais de 900 aviões, avaliada em mais de US$ 50 bilhões.

A seguradora já perdeu US$ 18 bilhões nos últimos três trimestres em garantias de títulos no mercado de derivativos de financiamentos imobiliários

Ásia

Na Ásia, as bolsas tiveram um dia de quedas expressivas. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong terminou a sessão em forte queda de 5,4%. Já o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio desabou 4,95%.

O Kospi da Bolsa de Seul (Coréia do Sul) fechou em forte queda de 6,10%. A Bolsa de Xangai encerrou a sessão em retrocesso de 4,47%. A Bolsa de Taiwan também fechou o dia em forte queda: 4,89%, seu nível mais baixo dos últimos 35 meses.

Quebra do Lehman


A quebra do banco Lehman Brothers, que movimentou as bolsas na segunda-feira, é a mais importante nos EUA desde 1990, quando o Drexler Burnham Lambert - especialista em "bônus lixo" - apresentou a mesma declaração.

O Lehman Brothers, que operava há 158 anos, se transformou no terceiro banco de investimento que desaparece ou muda de mãos em seis meses nos EUA. Em março, o Bear Stearns obrigou a intervenção do Departamento do Tesouro. Neste domingo (14), o Bank of America comprou o Merrill Lynch.


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Comentários


O Presidente Barack Obama conseguirá reverter os efeitos da crise americana?

Sim, a curto prazo.
Sim, a médio prazo.
Sim, a longo prazo.
Não, não conseguirá.





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