A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo nesta quinta-feira (14).
Principal indicador da bolsa paulista, o Ibovespa subiu 1,04%, aos 55.138 pontos. O volume negociado foi de R$ 4,1 bilhões.
A alta das ações ligadas a metais, no vácuo da recuperação global do setor, se sobrepôs aos efeitos do mau desempenho da Petrobras. Vale, a mais negociada do dia e a segunda mais importante do índice, foi a locomotiva, subindo 2,7%, para R$ 36,51. Dentre as fabricantes de aço, a líder foi Gerdau Metalúrgica, com avanço de 2,35%, a R$ 39,20.
O movimento se seguiu ao anúncio de que a produção industrial chinesa cresceu um pouco abaixo das expectativas, mas ainda em ritmo fortíssimo em julho.
As ações preferenciais da Petrobras, por sua vez, caíram 0,9%, a R$ 33,44, refletindo a combinação de queda nas cotações do petróleo com incertezas dos investidores sobre mudanças na lei que regula a exploração de petróleo no Brasil.
"A expectativa de mudanças nas regras de exploração no pré-sal está pesando nas ações", disse Marco Gazel, sócio da M2 Investimentos.
A proximidade do exercício de opções, na próxima segunda-feira, levou os investidores a centrar atenções nos papéis de maior liquidez. Assim, o giro com Petrobras e Vale respondeu por cerca de um terço do volume do mercado à vista.
Diferentemente da Bovespa, cujo principal índice foi pressionado pelo mau desempenho da Petrobras, a queda do petróleo repercutiu positivamente em Wall Street, com a expectativa de menos pressão inflacionária nos Estados Unidos. O índice Dow Jones subiu 0,72%.
Outro assunto que centrou a atenção dos investidores foi a notícia de que o Departamento de Trabalho apontou alta maior do que a esperada para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI).
Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro apresentou contração de 0,2% no trimestre em relação ao período anterior, pela primeira vez na história. O resultado pode abalar as bolsas do continente, que até o anúncio operavam em alta. As bolsas asiáticas encerraram as negociações sem tendência definida.
Estrangeiros de saída
A revoada de investimentos estrangeiros segue firme pelo terceiro mês consecutivo.
Só nos primeiros 11 dias de agosto, a saída líquida alcançou R$ 1,5 bilhão. No acumulado de 2008, a cifra já chega a R$ 15,7 bilhões .