Brasil sobe 11 posições no Índice Global de Desenvolvimento do Setor de Varejo

São Paulo, 11 de junho de 2008 – A A.T. Kearney divulga o Índice Global de Desenvolvimento do Setor de Varejo (GRDI) e, pela primeira vez, o Índice de Varejo do Segmento de Vestuário. O GRDI, em sua sétima edição, analisa 30 países emergentes em termos de atratividade para o investimento internacional, destaca esse ano o Brasil na 9ª posição, acréscimo de 11 posições em comparação ao índice de 2007 e de 18 em relação ao índice de 2006.

Com uma colocação de destaque, o Brasil figura na lista de países com maior atratividade do mercado em si, um dos quatro componentes da pontuação, que considera ainda o risco país, o nível de saturação do mercado e a urgência em aproveitar uma janela de oportunidade. Além disso, o crescimento econômico aliado a um quadro de estabilidade política, o aumento do poder de consumo da população e a entrada de novos consumidores na classe média têm impulsionado o crescimento expressivo do varejo brasileiro, cerca de 17% ao ano desde 2004.

Ainda segundo o estudo realizado pela consultoria, a recente melhora no grau de investimento, aliada com uma possibilidade de fechamento das janelas de oportunidade para países como China, Índia e Rússia, devido ao investimento já realizado, podem colocar o Brasil em posições ainda mais atrativas no curto prazo.

Índice Global de Desenvolvimento do Setor de Varejo (GRDI), 2008


País

2008 Rank

2007 Rank

Mudanças

 

Vietnã

1

4

+3

Índia

2

1

-1

Rússia

3

2

-1

China

4

3

-1

Egito

5

14

+9

Marrocos

6

15

 +9

Arábia Saudita

7

10

+3

Chile

8

6

-2

Brasil

9

20

+11

Turquia

10

13

+3

México

11

9

-2

Argélia

12

25

+13

Malásia

13

8

-5

Peru

14

22

+8

Indonésia

15

24

+9

Bulgária

16

12

-4

Ucrânia

17

5

-12

Tunísia

18

11

-7

Colômbia

19

30

+11

Emirados Árabes

20

18

-2

Latvia

21

7

-14

România

22

27

+5

Eslovênia

23

17

-6

Tailândia

24

16

-8

Macedônia

25

N/A

N/A

Filipinas

26

23

-3 

Guatemala

27

N/A

N/A

Argentina

28

29

+1

Honduras

29

N/A

N/A

Lituânia

30

28

-2


Brasil é o mercado emergente mais atraente para varejistas do segmento de vestuário que pretendem investir no exterior

O Brasil sai na frente da China e da Índia, no Índice de Varejo do Segmento de Vestuário, elaborado pela A.T. Kearney, que examina dez fatores determinantes, inclusive consumo de vestuário e importação/exportação de roupas, para classificar os 30 principais mercados emergentes para investimentos no segmento de vestuário. Este Índice de Vestuário foi publicado, pela primeira vez, neste ano, como um anexo do Índice Global de Desenvolvimento do Setor de Varejo (GRDI), um estudo anual, realizado pela A.T. Kearney desde 2001, sobre a atratividade do setor de varejo para fins de investimento envolvendo 30 mercados emergentes.

Os altos gastos do Brasil em vestuário e o grande volume de importação de roupas — além da preferência de seus consumidores pela última moda. “Há um grande potencial para o sucesso no país de varejistas globalizados do segmento de vestuário. O país é o mercado mais atraente para o setor de vestuário, por razões demográficas e de demanda”, afirma Hana Ben-Shabat, uma sócia da A.T. Kearney.

O mercado de roupas, no Brasil, cresce a uma taxa superior a 7% ao ano e está avaliado em US$ 37,2 bilhões. O país é jovem, com mais de 60% de sua população com idade inferior a 29 anos e seus consumidores gastam US$ 402 por ano em vestuário — seis vezes mais, em média, que o consumidor chinês. O consumidor brasileiro compra a crédito suas peças de vestuário, com uma freqüência muito maior do que consumidores de outros mercados emergentes. Além disso, varejistas pequenos e locais respondem por mais de 60% do mercado interno de vestuário, altamente fragmentado.

Movimentando US$ 84 bilhões, o mercado de vestuário da China é o terceiro maior do mundo e o varejo organizado de vestuário responde por apenas 17% dele. O gasto médio mensal em vestuário varia de US$ 45 a 90, um valor significativamente menor do que aquele gasto na maioria dos outros países. No entanto, está surgindo, nos centros urbanos, uma classe média rica que regularmente compra roupas de luxo e médias. Estes consumidores compram até três peças de luxo a médias, todos os anos, em datas especiais, como o Ano Novo Chinês, casamentos e reuniões importantes. Já na Índia, vestuário é a segunda maior categoria do setor de varejo (atrás de alimentação e produtos de uso doméstico), representando 10% de um mercado varejista avaliado em US$ 37 bilhões. Segundo as previsões, deverá crescer de 12 a 15% ao ano, uma vez que a renda para este tipo de consumo cresce a taxas superiores as da China ou dos Estados Unidos.

Índice Varejista de Vestuário da A.T. Kearney, 2008

Classi-ficação

País

Tamanho absoluto do mercado

Perspectiva
de crescimento

Riqueza do consumidor

Pontuação

1

Brasil

44,5

33,4

42,1

48,2

2

China

74,0

22,1

35,7

47,0

3

Índia

57,4

37,4

31,1

46,6

4

Turquia

29,4

36,8

58,9

46,2

5

Chile

22,3

46,7

44,2

45,9

6

Romênia

21,1

53,8

33,7

45,1

7

Argentina

20,6

43,7

38,8

41,1

8

Tailândia

22,0

24,6

57,0

40,0

9

Rússia

51,7

21,9

38,7

38,7

10

Emirados Árabes Unidos

31,2

41,9

27,9

 

38,1


Sobre o estudo
O Índice de Vestuário da A.T. Kearney classifica a atratividade de países emergentes em termos de investimento para varejistas globalizados, no segmento de vestuário. A pontuação é compilada com base em 3 macro fatores determinantes do setor: tamanho absoluto do mercado, perspectivas de crescimento e afluência do consumidor.

Em cada um destes quesitos, são atribuídos pontos a cada um dos países, com base no valor obtido, neste quesito, em função do maior valor verificado na amostra. Por exemplo, a China apresenta o maior valor total de vendas em roupas (US$ 93,5 bilhões). Sua pontuação é 100, neste quesito, enquanto que o Brasil com US$ 76 bilhões em gastos recebeu 81,4 pontos (76/93,5 x 100).


Sobre a A.T. Kearney
A A.T. Kearney é uma empresa de consultoria em alta gestão, conhecida por ajudar seus clientes a alcançarem resultados duradouros, por meio de uma combinação exclusiva de visão estratégica e estilo de trabalho colabor


Compartilhe



Palavras-chave

Mais notícias

Leia mais notícias

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS
Filosofias de Investimento
ASWATH DAMODARAN
Marca Própria
ROBERTO NASCIMENTO A. DE OLIVEIRA
O Segredo de Luísa: Uma Idéia, Uma Paixão e Plano de Negócios
FERNANDO DOLABELA
O Mercado de Ações ao Seu Alcance
ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA
Mercado Financeiro : Produtos e Serviços
EDUARDO FORTUNA

CURSOS ONLINE RELACIONADOS
Planejamento e Gestão de Carreira
Homero Amato
Gerência de Marketing
Miguel Angelo Hemzo e Mário Cunha
Plano de Negócios
Mauro Garcia e Gustavo Angelim
Como Investir na Bolsa de Valores
Catho Educação Executiva
Administração Estratégica
Miguel Angelo Hemzo e Rita de Cássia Toscano

Comentários


A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





apoio AngradHightechADM Shop
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.