Brasileiro migra para o cartão de crédito e setor cresce mais que o varejo

Devido à migração dos meios de pagamento, o mercado de cartão de crédito cresce a um ritmo superior ao do varejo.

Dados divulgados pela Itaucard, na terça-feira (26), revelaram que o varejo cresceu 9,8% entre 2006 e 2007 e 10,6% entre 2007 e 2008. Já o mercado de cartões de crédito teve uma evolução de 16,5% nos dois períodos analisados. O levantamento teve como base dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

"O faturamento do varejo sobe, mas o do cartão de crédito sobe mais ainda, porque existe uma migração dos outros meios de pagamento para o cartão de crédito", afirmou o diretor de Marketing da Itaucard, Fernando Chacon.

Mercado de cartões

O mercado de cartões de crédito está em franca expansão no País. O número de plásticos em circulação deve crescer 16,9% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 103,1 milhões de unidades ao final do mês.

"A melhoria das condições socioeconômicas do brasileiro, com o controle inflacionário e o aumento da oferta de postos de trabalho, foi acompanhada do aumento da utilização de cartões de crédito, inclusive por segmentos que antes não empregavam este meio de pagamento", observa Chacon.

Os dados mostram que serão realizadas 1,803 bilhão de transações entre janeiro e agosto deste ano. No mesmo período de 2007, foram realizadas 1,512 bilhão. O faturamento do setor deve chegar a R$ 139 bilhões.

Uso de cartão de crédito

De acordo com a Itaucard, o uso do crédito na indústria de cartões quase dobrou nos últimos dois anos (+98%), passando de R$ 29,3 bilhões para R$ 57,9 bilhões entre junho de 2006 e de 2008, levando em conta o parcelado sem juros, com juros e o crédito rotativo.

Em relação ao uso do cartão de crédito, o brasileiro prefere o financiamento sem juros, que já corresponde à maior parcela das aquisições, com 50,4% do total. As compras à vista respondem por 48,8%, e o parcelamento com juros, por 1,1%.


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