6 lições de Elizabeth II sobre liderança

Longevidade na liderança exige adaptação e visão para compreender as transformações

Redação, www.administradores.com,
Wikimedia

Rainha da Inglaterra há 65 anos, Elizabeth II é a monarca há mais tempo no poder, em todo o mundo. Em 2015, quebrou o recorde de sua tataravó, a Rainha Vitória, que permaneceu 63 anos no trono. Em seu reinado, passou por diversos conflitos internacionais, crises políticas, recessões e até escândalos em sua família, mas se manteve firme no trono. Por isso, o reinado de Elizabeth oferece boas lições para quem deseja ter uma longa carreira:

1. Esteja preparado para mudanças

O pai de Elizabeth, o rei George VI, não esperava que fosse se tornar rei. A polêmica abdicação de seu irmão, o rei Edward, mudou sua vida e o fez assumir um trono para o qual não estava preparado (essa história foi retratada brilhantemente no filme "O discurso do rei"). No caso da rainha, foi a morte precoce de seu pai que a fez ser monarca com apenas 25 anos. Mesmo de luto, Elizabeth soube lidar com as pressões e responsabilidades de assumir um reinado tão jovem. É impossível saber o que acontecerá em nossas carreiras nos próximos anos, e por isso devemos estar prontos para as mudanças inesperadas no caminho.

2. Não fique preso no tempo

Mesmo prezando pela tradição e costumes reais, Elizabeth soube, desde o começo de seu reinado, abraçar a tecnologia e os avanços da sociedade. Em sua coroação, fez questão que o evento fosse transmitido para o mundo todo, reconhecendo o poder da televisão. Hoje em dia, a comunicação dos palácios de Buckingham e Kesington é feita pela internet, e os membros da família real dão atualizações sobre seus trabalhos através de redes sociais como o Twitter. Por isso, procure sempre entender os avanços tecnológicos e como você pode usá-los a seu favor.

3. Sacrifícios são necessários

Quando estava no leito de morte, o rei George VI fez dois pedidos a Elizabeth: que cuidasse da irmã mais nova, Margaret, e que nunca deixasse nada abalar o império. Um dia, entretanto, essas duas questões entraram em rota de colisão. Margaret se apaixonou por um plebeu divorciado e provocou um grande escândalo quando anunciou publicamente, dois anos após a coroação de Elizabeth, que pretendia casar-se com ele. Impedida pela idade, teve que aguardar até os 25 anos para conseguir o que queria. Mas, ao completar a idade, ela e a irmã rainha descobriram um detalhe que não havia sido dado anteriormente: a Igreja Inglesa, da qual a monarca é a soberana, não aceitaria o casamento de forma alguma. Elizabeth, na condição de líder suprema, poderia dar a autorização, mas isso provocaria um grande mal estar com o clero e o parlamento. A rainha, então, não autorizou.

4. Aparências importam

Quando falam em Steve Jobs, você logo lembra daquele homem magro, de camisa preta e calça jeans, não é mesmo? Pois bem. Com um padrão bem mais sofisticado e luxuoso, a rainha Elizabeth também forjou sua identidade visual. Ao longo de décadas, adaptou seu figurino para não tornar-se antiquado, mas manteve sempre uma mesma linha - sóbria e imponente. E não foi só nos trajes: na fala, nos posicionamentos, na forma como conduz o império e exerce sua influência.

5. Presença constante

Elizabeth, de 90 anos, reduziu suas turnês internacionais, mas ainda comparece a atividades oficiais com regularidade em todo o Reino Unido. Logo quando assumiu, ainda muito jovem, chegou a passar dois meses ininterruptos viajando e participando de cerimônias diariamente em todo o reino.

6. Prepare seus sucessores

Elizabeth tornou-se rainha quando nem imaginava ser, assumindo o trono de um pai que morreu jovem e foi rei também sem ter se preparado para isso, já que passou a ocupar o trono inesperadamente, depois que seu irmão abdicou. Por isso, hoje até os bisnetos da monarca já são preparados para assumir o trono um dia.




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