Por que você precisa entender a disrupção antes que ela destrua sua carreira

Os mercados estão numa fase de profundas transformações e quem não conseguir acompanhá-las pode perder o bonde da história

Fappes, Publieditorial,
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Dia desses olhava um rótulo de um vinho do Porto, famoso por ser fortificado e excelente para acompanhar uma boa sobremesa. Observei que seu envelhecimento era feito em barricas de carvalho por cerca de 10 anos, algo bem comum em vinhos dessa região. Logo me veio à mente uma grande quantidade de mudanças que um pequeno espaço de 10 anos (período suficiente para colocar esse vinho no mercado) trouxe em nossas vidas, sociedade e economia.

Sequer o iPhone - o smartphone responsável por mudar nossa relação com os celulares - havia sido lançado há 10 anos. Eu mesmo, amante de tecnologia, ainda não havia encontrado um celular capaz de receber e enviar e-mails. No máximo funcionavam como um tocador de MP3 (e offline). Aliás, é engraçado pensar em MP3 para quem hoje escuta as músicas em tempo real (enquanto aguarda seu Uber chegar), com acervos de milhões de artistas ao toque dos dedos, que custam menos de 1 CD por mês. E, para os amantes de seriados e filmes online, sequer o Netflix havia aterrissado em terras tupiniquins, onde a Blockbuster ainda era líder no mercado de entretenimento. Whatsapp, então… Nem estava sendo gestado!

E o que isso tem a ver com disrupção? Tudo! Considerando que 10 anos de história da humanidade equivalem a um pequeno sopro, suficientes para colocar aquele belo vinho em minha taça, é impressionante como nossos hábitos giram em torno de nossos smartphones e a forma como consumimos as informações, músicas e filmes mudou. A esse processo de mudança abrupta, que afeta nosso modo de vida e, por diversos momentos não conseguimos mais nos imaginarmos sem essas invenções, damos o nome de disrupção.

Disrupção é um salto que não acompanha uma curva normal de crescimento. Clayton Christensen, professor de Harvard e primeiro cientista a utilizar o termo disrupção nos negócios, ilustra a curva disruptiva da seguinte maneira:

E, se você pensa que isso afeta somente a sua relação com a tecnologia, está redondamente enganado. A disrupção tecnológica está gradativamente substituindo trabalhos repetitivos por robôs, físicos ou virtuais. Em pouco tempo, inúmeros postos de trabalho serão cortados e outros serão criados apenas pela adoção de tecnologia nos mais variados segmentos da economia. Duvida? Recentemente um grande banco brasileiro anunciou um mega corte de cerca de 800 agências bancárias como estratégia de redução de custos. A substituição? Um incremento no sistema de internet banking, que irá diminuir cada vez mais nossa necessidade de nos locomovermos e, literalmente, perdermos tempo com o deslocamento até as lotadas agências. Aliás, se você teve o azar de ser um dos mais de 3000 colaboradores afetados por esse anúncio, já está sentindo na pele um dos impactos da disrupção tecnológica.

O próprio relatório da PNUD (2015) traz dados sobre as profissões que serão potencialmente extintas nos próximos anos:

Aliás, todos os cientistas que previram as ondas evolucionistas, como Alvin Toefl, não se arriscam mais a dizer ou predizer o futuro. As mudanças se tornaram tão rápidas que, mesmo no campo dos negócios, planejamentos de 5 anos, que até então eram super comuns, foram reduzidos a 18 meses.

Abaixo, uma ilustração que nos faz refletir sobre o assunto:

E qual será o desafio dos líderes na era da disrupção? Antes de mais nada, é necessário ressaltar que o construto da Liderança é mais abstrato que racional. Durante décadas a ciência vem tentando analisar o líder sob diversos aspectos, sem conseguir encontrar a figura do líder ideal, que, de fato, não existe. A incessante busca pela figura do líder ideal fez com que, durante muito tempo, a liderança fosse algo reservado praticamente a “seres iluminados” ao invés de ser acessível a qualquer um que quisesse devolver sua capacidade de liderar.

Graças a evolução da ciência que estuda a área, puxada por pesquisadores das mais renomadas universidades como MiT, Stanford, NyU e Harvard, a abordagem de liderança vem tomando ares e contornos diferenciados, passando por uma análise global de atos, crenças, personalidade e, ainda, de entender a visão que o líder tem sobre o mundo e como desenvolve seu propósito junto aos liderados.

Diferentemente de uma liderança unicamente pautada a resultados, o líder deve ter um olhar sistêmico, como um “ser humano pleno com coração, mente e espírito”. Essa nova visão passa a olhar para as pessoas a partir de suas características individuais, procurando satisfazê-las sob todos os ângulos, desde suas crenças e valores até suas necessidades mais primárias.

Portanto, nos dias de hoje, o líder deverá desenvolver um olhar sobre todos os indivíduos da equipe, preocupando-se com todos os seus aspectos individuais, além de buscar performance nos resultados das organizações e, ainda, buscar ações que sejam sustentáveis perante a sociedade.

Dessa maneira, diante de cenários de incertezas e conflitos, temos a necessidade de desenvolver líderes que sejam capazes de inspirar, respeitar, estimular a criatividade e devolver a visão de propósito às pessoas. Em outras palavras, o verdadeiro líder é um artista, capaz de costurar e conectar propósitos individuais que serão, em conjunto, forças motrizes de um propósito maior de uma organização ou sociedade, sendo verdadeiros agentes de uma mudança coletiva.

Evento

E se depois de tudo isso você ainda quiser saber mais sobre o assunto, uma escola de negócios em São Paulo está promovendo um encontro gratuito sobre o tema.

Em parceria com Keine Alves, mentor e educador da Metanoia - Propósito nos Negócios, Leandro Berchielli, Academic Dean da FAPPES - Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior, está oferecendo um curso de Liderança Disruptiva e Atitude Empreendedora para todos os seus colaboradores. O curso tem o objetivo de fazer com que as pessoas reflitam e percebam seus sabotadores no trabalho e na vida, e a partir disso, adotarem três ações, tanto na vida profissional quanto na pessoal: conscientização, capacitação e impulsionamento.

Agora, ele será aberto ao público que deseja se aprofundar na criação do novo, dos diferenciais, das metas e finalmente: da evolução. A apresentação do curso será no dia 06/12, na FAPPES (Rua Barão de Tefé, 247 - Perdizes), das 19h30 às 22h. Para fazer sua inscrição, acesse: https://goo.gl/sqRLw5

Fica o convite para iniciar a disrupção em sua vida!


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