Seis situações e problemas usuais em entrevistas de trabalho

Processo seletivo exige múltiplas habilidades de candidato e até empatia com entrevistador

Redação Administradores, www.administradores.com.br,

Muitos profissionais encontram problemas no momento da entrevista de emprego. "Como agir diante do recrutador", "o que é mais importante dizer", "como passar uma boa imagem", são apenas algumas dúvidas de muitas pessoas que passam por essa situação.


Para essa hora, treinar antes como estivesse na entrevista é um excelente exercício para controlar o nervosismo e melhorar a desenvoltura desse primeiro contato.


Fernando Montero, diretor de Operações da Human Brasil, empresa especializada na seleção e recrutamento de talentos, destaca que nesse momento é preciso aflorar duas virtudes fundamentais nos candidato. "A capacidade de transmitir confiança e a habilidade em gerar credibilidade", afirma o diretor.


Só que algumas nuances e particularidades dos processos de seleção podem dificultar e criar obstáculos na escolha dos candidatos. Às vezes, há deslizes tanto de recrutadores e entrevistados que criam dificuldades nessa situação. O executivo Montero relata abaixo alguns casos e problemas usuais encontrados nas entrevistas. Veja:

 

Falta de coerência com as informações já passadas anteriormente: O conteúdo da entrevista não deve ter contradição ou inconsistência em relação ao currículo, histórico ou quaisquer outras referências profissionais prévias fornecidas.


A interação com o entrevistador pode provocar conflitos ou situações difíceis: a busca de uma maior interação ou intimidade com o entrevistador pode colocar o candidato em situações delicadas, especialmente quando contextualiza casos pessoais que possam induzir o selecionador a juízo de valor fora de um contexto profissional.

 

Utilização de diferentes linguagens: no caso de algumas vagas de caráter mais técnico, esse fator exerce particular influência no contexto da entrevista. Caso o candidato não seja da área, restará pouca chance de seguir no processo, pois sequer está em condições de entender o linguajar adotado pelo entrevistador.


Nível profissional do entrevistador: não se sabe ao certo qual é o nível do selecionador e isto tende a deixar o candidato inseguro. Exemplo: se o entrevistador é um analista ou um diretor, um gerente ou um assistente, um trainee ou coordenador, um supervisor ou um estagiário. Qualquer um desses níveis/cargos pode estar à sua frente e expressando atitudes variadas durante a entrevista. E, em muitos casos, o selecionador sequer revela o seu papel na organização, o que, dependendo das colocações, pode colocar o candidato em "saias justas".

 

Falta de química com o entrevistador: a ausência de empatia com o entrevistador pode tirá-lo sim do processo seletivo em questão.


Falta de habilidade para tratar os aspectos não-técnicos ou de ordem mais comportamental: esta ocorrência é especialmente comum nas chamadas "entrevistas por competências", nas quais o entrevistador convida o candidato a contextualizar alguma situação de cunho comportamental e/ou de competências vividas em algum momento no passado e que são necessárias para o adequado exercício do cargo que pleiteia na empresa.

 

Estar atento ao que é perguntado e formular respostas coerentes com o contexto, é fundamental para ter mais sucesso nos processos seletivos. 



Tags: empatia emprego entrevista recrutamento

Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração