Chile e Uruguai se destacam no IPC 2008

Chile e Uruguai foram os países da América latina que obtiveram as melhores notas no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) organizada anualmente pela Transparência Internacional (TI) da ONU.

Dos 32 países da América Latina que participaram do relatório, 22 obtiveram uma pontuação inferior a 5, em uma escala de 1 a 10, o que demonstra que 68,75% das nações latina americanas estão perdendo a batalha contra a corrupção no setor público.

Os países latino americanos que ficarão com a pontuação inferior a 5, são: Porto Rico (5,8); Costa Rica (5,1); Cuba (4,3); El Salvador (3,9); Colômbia (3,8); Peru (3,6); Brasil (3,5); Panamá (3,4); Guatemala (3,1); República Dominicana (3,0); Bolívia (3,0); Argentina (2,9); Honduras (2,6); Nicarágua (2,5); Paraguai (2,4); Equador (2,0); Venezuela (1,9) e Haiti (1,4).

Haiti e Venezuela receberam as piores notas do índice, enquanto isso o Chile e o Uruguai correspondem as melhores notas do IPC 2008, com 6,9 cada país, estando pela primeira vez entre os 25 países menos corruptos a nível mundial.

México, que ocupa a posição 72 no ranking, com um índice de 3,6, se mantenve na mesma colocação do IPC 2007. O Brasil permaneceu em 3,5 pontos, intocado em relação ao ano passado, permanecendo em 80º no quadro mundial.

Apesar do Chile e do Equador estarem entre os 25 países que combatem a corrupção no setor público, em sua análise para as Américas, a TI qualificou os resultados como "tendência infeliz para a região nos últimos anos". "Os esforços anticorrupção parecem ter estancado, o que é particularmente perturbador à luz dos programas de reformas de muitos governos", afirma o comunicado da ONG.

As pesquisas mostraram que a América Latina tem o pior nível de confiança no seu Judiciário: quase três em cada quatro latino-americanos entrevistados em dez países da região declararam acreditar que existe corrupção nesta esfera de poder, afirmou a TI.

No mundo, a lista dos países com melhores e piores índices foi pouco alterada em relação ao ano passado. Dinamarca (9,3) e Suécia (9,3) lideram o ranking, desta vez ao lado da Nova Zelândia (9,3) - o antigo terceiro lugar, a Noruega, ficou em 14º e foi uma queda marcante no relatório deste ano, notou a ONG.

A Transparência Internacional 2008 procurou destacar o que chamou de "relação fatal" entre pobreza, instituições decadentes e corrupção.




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