Clima organizacional é fundamental para o rendimento profissional

As organizações estão se preocupando cada vez mais com o ser humano dentro das empresas. Além de considerar as dificuldades e anseios vividos pelo profissional, o clima organizacional também tem preocupado bastante os diretores de instituições.

O convívio em harmonia entre os colaboradores garante um ambiente de trabalho propício, principalmente, para aumentar a produtividade. O perfil profissional que mais tem se revelado nos últimos tempos é o do ‘pavio curto’, aquele que não consegue relevar certos atropelos do dia-a-dia.

O estresse é a principal causa desse tipo de comportamento que atinge boa parcela da população, mas pode ser evitado antes de chegar ao extremo. Esses indivíduos comprometem não apenas suas carreiras mas também o rendimento dos seus colegas.

"Ter pavio curto é um desequilíbrio emocional, que traz para as organizações muitos problemas, como afastamento, isolamento, improdutividade, clima pesado, processos depressivos e auto-destrutivos e boicotes. Trata-se de um perfil emocional de uma pessoa imatura, que tem dificuldades de perdoar e de reconhecer seus erros e que sempre se considera injustiçada e ameaçada", afirma a especialista em gestão de pessoas Ângela Mota Sardelli, do CLIV Solution Group. Segundo ela, há formas de profissionais com essa característica controlarem seu ímpeto antes que cheguem ao ponto de precisar recorrer a tratamento médico.

É importante que as pessoas aprendam a separar a vida pessoal da profissional. De acordo com Ângela Sardelli, controlar a raiva e se esforçar para ouvir a opinião do outro são aspectos fundamentais para esses profissionais não prejudicarem suas carreiras. "A melhor alternativa é não acumular a raiva, porque quando este sentimento não é colocado para fora, produz estragos na convivência com outras pessoas", explica a especialista.

A especialista acredita que as organizações que têm problemas com profissionais de ‘pavio curto’ devem apoiá-los, recomendando a eles a busca por um processo terapêutico. "Afinal, é preciso entender que os problemas existem para serem resolvidos e que, em casos extremos, não há nada de errado em buscar ajuda profissional", explica. Segundo Ângela, as empresas também podem colaborar oferecendo programas de gestão de pessoas que melhoram a comunicação e o relacionamento interpessoal na equipe.



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