Os comerciantes de Uberlândia, no triângulo mineiro, criaram estratégias criativas para tentar convencer os clientes a se desfazerem das moedas guardadas em casa. Eles oferecem brindes para quem troca moedas por cédulas.
“Quebrem seus porquinhos e colaborem com a tesouraria”, afirma a chefe administrativa Adriana Gomes. Quem troca R$ 30 em moedas por cédulas ganha um refrigerante.
A tesoureira Elcione Aparecida Oliveira trocou R$ 512. “Deu até para eu fazer a festinha da minha filha e ainda sobrou refrigerante para tomarmos”, conta.
Em outro supermercado, os clientes ganham brindes. A cada R$ 20 em dez centavos, ou a cada R$ 10 em cinco centavos: uma caixa de bombons.
“Está faltando muita moeda. Tem uma grande circulação. Às vezes, a gente tem até que buscar fora, como em Belo Horizonte. Senão a gente fica sem”, afirma a gerente de atendimento regional Sebastiana de Jesus Vieira.
Uma padaria também fez uma promoção. Giovana e a mãe, estudante Fabiana Gargalhone, quebraram o porquinho. A pequena fez questão de trocar as moedas, acompanhar a contagem e levar o brinde. “O brinde surpresa foi um incentivo para ela deixar quebrar o porquinho e trazer as moedas para trocar”, disse a mãe da menina.
O comerciante Sérgio Augusto da Silva, que há meses enfrentava a escassez nos caixas, comemora. “A cada três meses, nós lançamos a dieta do porquinho. Com isso, nós conseguimos arrecadar as moedas”, declara.
No Brasil, segundo o Banco Central, existem 12 bilhões de moedas de real. Mas estima-se que a metade esteja fora de circulação por causa da poupança caseira.