Consórcio é poupança premiada

Os consórcios são, hoje, uma alternativa importante de investimento, tão fácil quanto a poupança, mas mais interessante, na média, do que ela. 

Isso acontece, porque, num consórcio, há maior probabilidade de ganhos maiores, você concentra o foco no bem que pretende comprar, é fácil ter disciplina para guardar dinheiro e ainda pode antecipar a data da contemplação. 

Na comparação de um consórcio de 120 meses, que foi a opção, por exemplo, de Maria e outras 119 mulheres, e uma poupança de igual período, alternativa escolhida por José e outros 119 homens, são investidos valores iguais, com resultados diferentes, favoráveis ao grupo feminino. 

Isso ocorre, porque Maria e suas amigas ganharam, no total, 14% a mais nos dez anos de investimento do que o grupo de José e seus amigos. O ganho de Maria, 1ª contemplada no grupo de consórcio, foi 144% superior ao de José na poupança. 

Na média, o grupo de mulheres ganhou R$ 60 mil a mais do que o grupo masculino, dada a possibilidade de contemplação na primeira metade do período de investimento. A chance de uma consorciada estar nesse grupo que ganhou R$ 60 mil a mais do que os poupadores é de 72%. 

No grupo masculino, também houve vantagens, mas bem menores: na média, de R$ 26 mil, que se verificou dado que houve mulheres consorciadas contempladas nos últimos meses de investimento. A chance de ser um desses homens, porém, é restrita, de apenas 28%. 

Atualmente, o sistema de consórcios conta com 3,49 milhões de participantes ativos. De janeiro a julho de 2008, a venda de novas cotas acumulou 968,9 mil e as contemplações somaram 445 mil. Os resultados dos sete primeiros meses do ano antecipam projeções positivas para o final de 2008. Segundo o presidente nacional da ABAC, Rodolfo Montosa, “o brasileiro está cada vez mais consciente de que é preciso fazer as contas e escolher a melhor alternativa de poupança para aquisição de bens. E o consórcio tem vantagens relevantes, entre as quais o parcelamento total, a ausência de juros, a inexistência de prestações intermediárias e uma taxa de administração baixa, diluída ao longo de todo o período, de forma que se espera 5% de crescimento do sistema neste ano em relação a 2007”.



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