Consumidor brasileiro ignora início da crise e confiança fica estável em setembro

A instabilidade econômica e a crise financeira dos Estados Unidos pouco influenciaram os ânimos dos consumidores em setembro, quando um grande banco americano quebrou e o sistema começou a ruir. O índice de confiança do consumidor (INC) brasileiro ficou estável em 140 pontos em setembro, contra 139 no mês anterior, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e do Ipsos. Em setembro de 2007, estava em 126 pontos.

"O INC representa um retrato do otimismo do consumidor em setembro passado, quando a crise internacional ainda era pouco percebida pelo grande público brasileiro", disse Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Os consumidores se apegam na "segurança no emprego" para sustentar o índice de confiança. Entre as notícias que mais chamaram a atenção ao longo do mês passado, a instabilidade econômica dos Estados Unidos e a crise financeira ficou em oitavo lugar.
Raimundo Paccó/Folha Imagem

Conforme a pesquisa, em setembro, as notícias que mais chamaram a atenção do consumidor foram: policial, crime, motes e chacinas (39%), casos de pedofilia no Brasil (10%), enquanto a crise financeira ficou em oitavo lugar com apenas 4%, o mesmo que corrupção (4%) e violência contra a criança (3%).

O índice de confiança do consumidor é resultado de pesquisas em 70 cidades, o que inclui nove regiões metropolitanas brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza).

A regiões Norte e Centro Oeste seguem as mais confiantes, com 156 pontos, e a região Sul, a menos otimista, com 110 pontos. "A confiança declinou um pouco nos últimos meses nas nove regiões metropolitanas do Brasil, até atingir 132 pontos em setembro, contra 156 pontos em abril passado", informa o levantamento.

No interior, as cidades favorecidas pelo agronegócio colaboram para a elevação do índice, que passou de 131 pontos em abril para 143 pontos em setembro.



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