Em 2006, R$ 9,4 bilhões em produtos de bens de consumo entraram no país, 44% a mais que no ano anterior.
O consumo de produtos importados atingiu no ano passado índices só alcançados em meados da década de 1990, na época do lançamento do Plano Real, que equiparava à cotação da moeda brasileira ao dólar.
A procura dos brasileiros por roupas de grifes estrangeiras, bebidas, alimentos e eletrodomésticos importados cresceu e nos hipermercados, por exemplo, 5% dos produtos hoje expostos nas gôndolas vêm do exterior.
Demanda
O consumidor passou a ter acesso a produtos que não faziam parte de sua cesta habitual e o fator de motivação para o aquecimento do varejo dos importados é, além do dólar favorável, o aumento dos salários acima da inflação e a queda de juros, segundo afirmam os importadores.
O consumo de produtos populares importados, como brinquedos, bijuterias e objetos de decoração está em ascensão e, desde 2001, cresce 5% ao ano. Em 2006, mais de 250 milhões de produtos desse segmento entraram no país, trazidos pela Associação Brasileira de Importadores de Produtos Populares (Abipp) e movimentando cerca de R$ 4,5 bilhões.
Os preços do dólar permitiriam trazer até 400 milhões de produtos para o país, mas o presidente do Abipp, Gustavo Dedivits, explica que preferiu segurar a quantidade e aumentar a qualidade dos importados, mantendo preço de produtos populares.
Produtos
De acordo com o Diário do Comércio, vestuário, calçados, eletroeletrônicos, azeites de oliva, vinho e frutas secas estão entre os produtos importados mais procurados pelos brasileiros.
Em 2006, 4,9 milhões de caixas de vinhos importados chegaram ao Brasil, e isso ocorreu porque o dólar permite ao consumidor substituir o vinho nacional pelo estrangeiro.